Estudantes universitários, políticos e representantes de movimentos sociais e de cidadania se reuniram na praça da Catedral, no começo da noite de ontem, para protestar contra o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Pedro Gomes. O movimento foi convocado pelo diretório municipal do PSol em conjunto com os Centros Acadêmicos de Direito e Serviço Social da Unesp.
A vereadora foi morta a tiros dentro de um carro, no bairro do Estácio, na Região Central do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira. O motorista Anderson também foi baleado e morreu. “Para nós, esse crime tem claramente motivação política e finalidade de silenciar uma voz atuante contra a violência policial, o crime organizado, o preconceito e a discriminação e em defesa dos direitos humanos”, disse Guilherme Cortez, presidente do PSol.
Os manifestantes estenderam faixas na praça, fizeram um jogral com palavras de ordem em homenagem às vítimas e contra a violência. Disseram que vão colocar os tiros “na conta” do presidente Temer, da intervenção, do PMDB do Rio, da milícia e do crime organizado. “A Marielle e o Anderson eram um do nós. Foi um atentado contra todos nós. Não vamos deixar barato, não vamos ficar quietos. Chega de racismo, chega d LGBTfobia, chega de perseguição e opressão”.
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