A velha prancheta, o formulário de papel e a caneta preta estão saindo de cena e dando lugar à tecnologia. A Polícia Militar de Franca começou a implantar nesta semana o registro por meio do Boletim de Ocorrência Eletrônico (BOe). O sistema visa tornar as anotações mais rápidas e eficazes, liberando o policiamento ostensivo para atuar na prevenção de crimes nas ruas. A promessa é de que a população também terá mais facilidade para obter cópias.
A implantação do BOe ocorre de maneira gradativa no Estado. Na região, Franca foi a primeira a fazer o registro eletrônico. O sistema começou a ser adotado no sábado, 10, na área da 1ª Companhia, responsável pelo policiamento no Centro e zonas sul e leste. Numa segunda etapa, o sistema será estendido para todo o município e também para as 22 cidades que fazem parte do 15º Batalhão. “O policial confecciona o boletim por meio do tablete, na viatura. Após o término do registro, o policial fornecerá um número de protocolo para a parte envolvida. Três dias após o comandante da Companhia validar o registro, a parte poderá fazer a impressão da ocorrência por meio do site da PM”, disse a capitã Cláudia, chefe do setor de comunicação social da Polícia Militar.
A corporação afirma que o registro eletrônico resultará em economia de papel e redução do tempo gasto para a confecção da ocorrência. “A ideia é otimizar e agilizar o serviço para liberar o policial o mais breve possível para o patrulhamento. O cidadão também perderá menos tempo e evitará deslocamentos desnecessários”.
Antes, a parte envolvida precisava ir até uma das companhias da PM para retirar a cópia da ocorrência. O registro eletrônico da PM não substitui o boletim de ocorrência da Polícia Civil.
O BOe é uma nova ferramenta que vem somar à tecnologia usada pela PM em Franca. Desde o ano passado, as viaturas são equipadas com um TMD (Terminal Móvel de Dados). O equipamento possui GPS e permite aos policiais chegarem mais rápido aos locais de ocorrências; consultarem dados criminais e civis, fazerem anotações e enviarem informações ao comando. “Ao consultar o banco de dados no aparelho, os policiais conseguem, numa abordagem, constatar se o cidadão tem passagens anteriores ou se é procurado pela Justiça. Também é possível saber se o veículo é produto de furto, roubo, se passou em radar eletrônico ou se já foi abordado. O sistema representa um ganho muito grande. Ganhamos em agilidade e conseguimos fazer 90% das pesquisas sem ter que usar o rádio da viatura”, disse o subtenente Fernandes.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.