Moradores de rua são alvo de queixa no S. Adélia e Moema


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Barraco montado em terreno no Santa Adélia: moradores reclamam de insegurança no bairro
Barraco montado em terreno no Santa Adélia: moradores reclamam de insegurança no bairro
A permanência de moradores de rua em um antigo vestiário público do bairro Santa Adélia e a presença deles em uma praça do Parque Moema têm gerado uma série de reclamações por parte dos moradores da região. Eles alegam que a insegurança e o medo tornaram-se sentimentos corriqueiros. 
 
Morando na região há 14 anos, o empresário Agenor da Silva Arantes, 71, já teve a casa roubada quatro vezes em pouco mais de um ano. E, apesar de afirmar não acreditar que as pessoas que usam as ruas do bairro como moradia sejam necessariamente os autores dos roubos, diz que a presença deles facilita a ação dos bandidos. “O vestiário está abandonado e os moradores de rua moram e atualmente até drogas são comercializadas ali. Eles ainda dormem na praça, quando não chove. Minha casa já foi roubada quatro vezes em pouco mais de um ano. Precisamos de ajuda para solucionar esse problema.”
 
Outro morador do bairro, que pediu para não ser identificado, disse que faltam iluminação e manutenção nos espaços públicos. “Não temos paz para chegar ou sair de casa. Insegurança e medo são constantes, e não sabemos mais o que fazer.” Segundo outra moradora da região, o maior problema é a circulação de pessoas desconhecidas pelo bairro. “Muitas vezes, fazem suas necessidades na rua, impedem que circulemos normalmente pelo nosso bairro e provocam medo.”
 
Providências
Em nota, a PM informou que no último trimestre três flagrantes de furto, um flagrante de tentativa de furto a residência e um flagrante de tráfico de drogas foram registrados na região dos bairros Santa Adélia e Moema e, no mesmo período, apenas um roubo a transeunte foi registrado.
 
O secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, afirmou ter encaminhado para o setor Jurídico da Prefeitura um pedido de orientação sobre qual a melhor forma de atuar no caso em questão. “Assim que conseguirmos um posicionamento, devemos optar pela demolição do vestiário, assim solucionamos de fato o problema”, completou.

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