'Petrolinho' rende nova condenação a ex-prefeito


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O ex-prefeito de Miguelópolis Juliano Mendonça Jorge sofreu nova condenação da Justiça por conta de seu envolvimento na Operação Cartas em Branco, deflagrada pelo Gaeco de Franca. Em sentença publicada segunda-feira, ele pegou 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado, acusado de ter implantado uma espécie de “Petrolinho caipira”, em que distribuía a vereadores combustível, pago com recursos públicos, para obter apoio na Câmara. Foi a terceira condenação do político em quatro meses. Juntas, as penas somam 52 anos.
 
Juliano, que está preso em Tremembé (SP) desde abril de 2016, é acusado de chefiar organização criminosa, fraudar licitações e desviar recursos públicos. Na recente condenação, ele foi considerado culpado por distribuir combustível para corromper quatro vereadores que eram seus aliados políticos. “O posto emitia as notas e quem pagava a conta era a Prefeitura, com o aval do então prefeito. Tais condutas perduraram durante os anos de 2013 a 2016”, disse o promotor Rafael Piola.
 
Segundo a acusação, Juliano precisava de uma forte base aliada para se proteger no flanco político. Aproveitando dessa fragilidade, os vereadores solicitaram cargos públicos, propinas em forma de contas particulares pagas em restaurantes, supermercados e, no caso, posto de combustíveis, para que eles não atuassem com independência na Câmara. 
 
“Há provas seguras de que o prefeito Juliano, visando corromper os vereadores ofereceu e de fato forneceu combustíveis no referido posto, cujos valores eram enxertados nos pagamentos efetuados pela Prefeitura de Miguelópolis, através dos contratos administrativos celebrados”, escreveu na sentença o juiz Augusto Rachid Reis Bittencourt Silva. 
 
Também foram condenados pelo envolvimento no “Petrolinho” o ex-vice-prefeito Tárcio Rodrigues Barbosa, que segue preso, e os ex-vereadores André da Silva Freitas, João Tadeu Jorge Júnior, Júlio César Guimarães Mendonça Júnior, Mateus Garofalo e Vicente de Paula Moura. A sentença também atingiu o dono do posto, um funcionário e uma servidora pública.

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