Após onze horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Franca condenou o réu Sérgio Augusto Freitas, o "Serginho", como mandante do assassinato do então prefeito de Igarapava, Gilberto Soares dos Santos, o "Giriri". Ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado e pegou 30 anos de condenação em regime fechado.
Demorou quase duas décadas para que ele prestasse contas com a Justiça. O crime aconteceu em outubro de 1998. Segundo o apurado pela polícia na época, Giriri estava em sua chácara com a família, quando foi sequestrado por cinco homens.
Seu corpo foi localizado no dia seguinte, com 11 perfurações de bala e sinais de agressão. A morte do prefeito teria sido encomendada por um grupo de antigos aliados políticos. Serginho, que está preso desde julho do ano passado, acusado de envolvimento em esquema de fraude em licitações em Igarapava, era o vice e assumiu a Prefeitura.
A defesa de Serginho alegou que ele é inocente, que não há provas contra o condenado e que irá recorrer da decisão.
Para o Ministério Público, não há dúvidas da participação do acusado no crime. "Não existe a menor possibilidade de afastar da culpa. Ele foi o principal mandante do crime", afirmou o promotor Adriano Mellega.
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