Em alguns países mais avançados, principalmente os orientais, o idoso é respeitado e sempre consultado como fonte de sabedoria por sua experiência. Por aqui, entretanto, com raras exceções, ele é considerado um peso ou estorvo na maioria das situações, ou então depositado num asilo ou lar de idosos.Até algumas poucas leis em sua defesa estão sendo dificultadas. Vamos a alguns exemplos do que ocorre aqui em Franca. Por leis, federal e municipal, o idoso acima dos 65 anos tem direito a andar nos ônibus urbanos, apenas com a apresentação de sua identidade, conforme lei do então vereador, Joaquim Pereira Ribeiro, mas a Empresa de Ônibus São José exige que façam a sua carteirinha própria, o que contraria o texto da lei. Da mesma forma, agora fazem questão de dificultar o livre ingresso de idosos nos jogos do Franca Basquete realizados no Pedrocão, obrigados a se dirigir ao Sesi para retirar com antecedência os ingressos. A lei não diz isso, e não é a liga nacional ou diretoria do basquete que tem autoridade para desrespeitar. Neste sentido, torna-se necessário a intervenção de, pelo menos três segmentos: o Conselho Municipal dos Idosos, a Câmara Municipal, através dos senhores vereadores, bem como a intervenção do Ministério Público. A propósito, se um idoso de outra cidade estiver em Franca e precisar usar um ônibus urbano gratuitamente como é seu direito em todo território nacional, vai ser impedido por não ter em mãos uma carteirinha própria da Empresa São José. O Ministério Público também precisa investigar o que algumas empresas de ônibus intermunicipais estão fazendo, alegando sempre que não dispõem dos lugares reservados gratuitamente a pelo menos dois idosos, porém se pagar a metade do valor, aí tem o lugar. Um absurdo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.