O Magazine Luiza entrou na briga pelo fim da violência contra as mulheres e, no último dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, lançou uma campanha que tem como símbolo a colher. A ideia é contradizer o antigo dito popular de que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher.” A campanha já se espalhou pelas redes sociais com o uso da hastag #eumetoacolhersim.
A ideia é divulgar a venda de uma colher especial com os dizeres: “Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher, sim. Ligue 180 e denuncie”. O talher está sendo vendido em todas as 860 lojas da rede do Magazine e em seu site na internet. O preço escolhido foi de R$ 1,80 para fazer referência ao número do Disque Denúncia para casos de violência contra as mulheres, que funciona no número 180.
Segundo a assessoria de imprensa do Magazine Luiza, todo o dinheiro arrecadado com a venda das colheres será revertido para duas entidades: o Instituto Patrícia Galvão e a rede Mete a Colher. O Instituto foi criado em 2001 para combater os casos de violência contra mulher e oferecer suporte às vítimas. Já o Mete a Colher é um aplicativo de celular que conecta mulheres vítimas de violência com outras que podem oferecer apoio.
Para a diretora de marketing do canal Magalu, Ilca Sierra, a campanha deve ajudar também as mulheres a denunciarem seus agressores. “Denunciar é sempre um grande desafio, por isso a empresa resolveu promover campanhas que incentivem mulheres e homens a dar esse grande passo.”
A diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, agradeceu a iniciativa do Magazine Luiza. “O envolvimento e a contribuição das empresas no enfrentamento da violência contra as mulheres são extremamente importantes. Essa campanha mostra que esse é um problema de todos.”
Canal interno
Além da campanha lançada na semana passada, o Magazine Luiza já tinha implantado há oito meses um canal interno para denúncias de casos de violência. A iniciativa nasceu da ideia da empresária e presidente do Conselho de Administração, Luiza Helena Trajano, depois que ela soube do caso de uma funcionária do Magazine que havia sido morta em casa pelo marido.
Pelo canal, as mais de 11 mil funcionárias da rede podem fazer denúncias, que são monitoradas diretamente por Luiza Trajano, que oferece todo tipo de apoio às vítimas.
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