Mar Morto


| Tempo de leitura: 2 min
Dia desses um leitor escreveu para o Clubinho pedindo  notícias sobre o Mar Morto. E não era pegadinha. De fato, ele estava curioso para saber que mar é esse. Vamos matar essa curiosidade que deve ser de outras crianças também. 
 
O Mar Morto não é um mar que já morreu. Pra começo de conversa, nem é mar; é lago. Um enorme lago salgado onde nem vida existe,  apenas alguns micro-organismos. Ele tem 16 km de largura e fica no meio de um deserto, na divisa entre Israel e Jordânia. A concentração de sal desse lago é dez vezes maior que a do oceano.  Isso acontece por três motivos.  O solo ali é rico em minerais, chove pouco e  bate muito sol. São fatores que levam  a água a evaporar  e o sal a se concentrar. 
 
Então, nadar no Mar Morto é diferente de nadar em qualquer outro lugar. Com tanto sal na água, ela fica densa e isso faz com que os corpos boiem. Nas margens desse lago existe uma lama escura que dizem ser boa para a pele. Dizem também que Cleópatra, rainha do Egito, país que fica perto dali, usava essa lama para manter  bonita sua pele. Ela morreu por volta do ano 50 antes de Cristo. 
 
Não é só lama boa para a pele que existe ali. Nas proximidades foram encontrados, no século passado, textos muito antigos, escritos em papiros (folhas de vegetais parecidas com papel), contando como era a vida há dois mil anos atrás. Esses  papéis  são fontes históricas importantes, estão guardados em museus, ficaram conhecidos como “Manuscritos do Mar Morto”. 
 
Mas o Mar Morto corre o risco de morrer, mesmo. Há cem anos suas águas estavam  34 metros acima do nível em que se encontram hoje.  Isso significa que  podem secar. Por que está acontecendo isso? Há duas razões. Uma diz respeito à água que o abastecia e vinha do rio Jordão. Ela  foi desviada para abastecer lugarejos carentes de água na região. Outra está ligada à exploração dos minerais existentes naturalmente nas águas. 
 
Muita gente se preocupa com isso e não quer ver o Mar Morto, morto de vez. Projetos estão sendo desenvolvidos para salvá-lo. Como se pode ver, os problemas ambientais estão por toda parte. 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários