O desempregado Italo Vinicius Neves, 33, foi o segundo acusado a ser ouvido pelo juiz Paulo Sérgio Filho na tarde desta quinta-feira, 8. Ele negou qualquer envolvimento com a morte de Núbia Ribeiro.
Aparentando calma, assim como em todos os depoimentos que prestou na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Italo disse que sua única participação no caso foi de deixar o carro de Núbia na rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente, após o crime. “Eles apareceram lá em casa e o Leonardo com as mãos marcadas, mordidas (sic.), dizendo que tinha dado errado. Já a Lauany ficou todo o tempo com luvas”.
Enquanto estavam juntos, após abandonar o carro da vítima, Italo afirmou que questionou Lauany sobre os fatos e a jovem teria dito que havia acontecido um homicídio. “Achei que fosse um roubo e que uma moto seria deixada na minha casa, mas depois foi o carro. Perguntei o motivo e ela falou que morreu ‘porque tinha que morrer’.”
Italo revelou ainda que, quando foram ao apartamento do casal, Leonardo e Lauany trocaram de roupa. “Depois, fomos no posto e depois me levaram na rua Francisco Marques, na Vila São Sebastião. Fui comprar minha droga, duas pedras de crack, e eles me levaram em casa. Ali, a Lauany começou a limpar o celular da Núbia e perguntou o que faríamos. Demos o cartão de memória do aparelho para meu primo e eles queimaram todo o resto, um por um. Eu fiquei usando droga.”
O acusado rebateu o depoimento de Leonardo e disse que não teve relação nenhuma com o crime nem que prestaria socorro. Afirmou ainda que sequer conheceu Núbia. “Eu não poderia levar ela em instituição pública nenhuma, porque sabia que era procurado por conta de um mandado de prisão. Eu nem cheguei a vê-la”.
Dia seguinte ao crime
Italo falou que, na manhã seguinte da morte de Núbia, foi acordado pelo primo e disse que não ia trabalhar porque havia dormido tarde. Por volta de 7h30, o casal teria chegado em sua casa, em uma moto, e contou o que havia acontecido. “Me falaram para sumir por um lado e eu para outro. Eu já tinha mandado de prisão expedido por tráfico porque fui pego com droga dentro da cadeia. Falei para eles irem embora que eu já ia sumir mesmo”.
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