O delegado que comandou as investigações da morte de Núbia Ribeiro, Márcio Garcia Murari, falou sobre as diligências e como foram as investigações.
Além de contar sobre o encontro do corpo da vítima, Murari falou que Leonardo Cantieri chegou a chorar em seu depoimento e estava sob influência de Lauany Viodres, sua namorada à época do homicídio. “Cada um quis se eximir da responsabilidade, mas na última versão, o Leonardo mudou seu depoimento e contou que a Lauany estava dentro do veículo quando a Núbia também estava, diferente do que falou inicialmente”, disse.
De acordo com o delegado, todas as amigas de Lauany ouvidas pela polícia confirmaram que ela tinha o hábito de carregar uma faca e, pela dinâmica do crime e da apuração, realmente teria acontecido um embate entre as duas dentro do VW Gol de Leonardo, conforme a versão do acusado.
Ainda em seu depoimento, o delegado esclareceu que as duas pancadas desferidas na cabeça de Núbia poderiam ter sido provenientes da chave de rodas do carro, que não foi localizada após o crime. “O perito atestou que as pancadas foram feitas por um homem. Acreditamos que a Lauany deu as facadas, Leonardo os golpes na cabeça e Italo ficou responsável por ajudar depois, ateando fogo no corpo da vítima, que ainda tinha sinais vitais quando foi queimada”, disse Murari.
Reações
Durante o depoimento do delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Lauany riu e se debruçou. Seu gesto foi seguido por Italo Neves, que também sorriu e balançou a cabeça negativamente. Já Leonardo permaneceu cabisbaixo e não esboçou nenhuma reação.
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