Chegou a hora de começar a prestar contas com a Justiça. Nesta quarta-feira, Dia Internacional da Mulher, o Fórum de Franca recebe a primeira audiência do assassinato da comerciante Núbia Ribeiro, que completaria 22 anos na próxima semana. Hoje, os três acusados de matar e incendiar o corpo da vítima serão ouvidos e devem acompanhar os depoimentos das testemunhas de acusação.
Com início previsto para as 13h30, a audiência será a primeira vez que Lauany Viodres do Prado e Leonardo Gonçalves Cantieri, agora um ex-casal, se reencontram desde o último dia em que participaram de uma acareação na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ao lado de Italo Vinícius Neves. A universitária deve chegar pouco antes da audiência do presídio feminino de Mogi Guaçu e os dois acusados seguirão da Penitenciária de Franca para o Fórum.
O trio responde por homicídio qualificado, com emprego de meio cruel; por não ter oferecido chance de defesa à vítima e motivo fútil, já que Núbia teria sido morta em razão do ciúme que Lauany sentia da jovem com Leonardo, seu namorado, e também obstrução de cadáver.
Além de Italo, Lauany e Leonardo, o juiz José Rodrigues Arimatéa ouvirá testemunhas de acusação e defesa, como a mãe e amigos de Núbia, além de familiares do trio, bem como o delegado Márcio Garcia Murari e o investigador Sandro Rocha.
Depois dessa audiência, o juiz deve fazer a pronúncia dos réus para decidir se vão a júri popular ou não. Após proferir a decisão, os advogados de defesa dos acusados têm um tempo para recorrer. Não há prazo para marcar o julgamento, caso o júri seja confirmado.
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Esperança
Arrolada como testemunha, Tânia Ribeiro, mãe de Núbia, tem expectativas para esta primeira audiência. “Espero que o Leonardo conte toda a verdade e pare de se acovardar diante da Lauany, e o Italo prove que só foi contratado para despachar o carro”, disse a comerciante, que disparou contra a mãe da universitária, Jane Viodres do Prado. “Que ela pare de achar que o dinheiro vai comprar a liberdade da filha.”
O caso
A comerciante Núbia Ribeiro foi encontrada morta no dia 26 de setembro de 2017 na estrada da Seval, zona rural de Patrocínio Paulista. A vítima havia desaparecido dois dias antes após ser atraída por Leonardo para se encontrarem. Durante as diligências, agentes da DIG capturaram Italo. Ele apontou o lugar onde a vítima estava e deu o nome de Leonardo. Ele e Lauany, considerada a mentora do assassinato, fugiram e só se apresentaram à polícia quatro dias após o crime.
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