Familiares esperam mais de 12 horas para liberação de corpo


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Segundo Eurípedes Modesto de Faria Júnior, tio de Murilo, eles tiveram de esperar mais de 12 horas para ter o corpo do rapaz liberado
Segundo Eurípedes Modesto de Faria Júnior, tio de Murilo, eles tiveram de esperar mais de 12 horas para ter o corpo do rapaz liberado
Os familiares de Murilo Henrique de Oliveira, que morreu vítima de acidente na Avenida Geraldo Rocha Silva, na noite do último dia 16 de fevereiro, estiveram na Câmara na manhã desta terça-feira para denunciar falhas no plantão do IML (Instituto Médico Legal) de Franca. Segundo Eurípedes Modesto de Faria Júnior, tio de Murilo, eles tiveram de esperar mais de 12 horas para ter o corpo do rapaz liberado para o velório e o enterro. 
 
Segundo ele, Murilo faleceu no Pronto-socorro "Álvaro Azzuz" às 21h10, mas seu corpo só foi liberado às 11h do dia seguinte. "Eu fui informado de que ele só passaria por necropsia na manhã seguinte. Não me conformei. Liguei no plantão da Polícia e disseram que teria que ter paciência e calma que as coisas eram desse jeito. Foi como levar um tapa".
 
Ainda de acordo com Eurípedes, o sistema de plantão dos médicos legistas não funciona. "Eles não atendem de madrugada, das 22 às 8 horas, eles não atendem. Então, que plantão é esse?", questionou. 
 
Euripedes disse ainda queria apenas a liberação do corpo o quanto antes. "Nesse momento de dor, o que a gente mais quer é se despedir do nosso ente querido. Ninguém quer ter de esperar mais de 12 horas", disse.
 
O vereador e líder do prefeito na Câmara, Pastor Otávio (PTB), disse que é preciso rever essa questão. "Não pode ser assim. Precisa organizar essa situação'. 
 
O vereador Adérmis Marini (PSDB) disse que o ideal seria os vereadores irem até São Paulo, visitar o IML para tentar mudar esse sistema de plantão. "Temos que ir lá conversar para rever esse sistema. O IML é do Instituto de Criminalística e não temos como intervir por aqui". 
 
Corrêa Neves Jr. (PSD) também criticou os trâmites burocráticos para a liberação de corpos para o sepultamento. "A burocracia chega a ser um insulto para a família". Ele também afirmou que é necessário mudar o horário de funcionamento dos cemitérios, que hoje só fazem enterros até as 16 horas. "É preciso mudar isso também".
 
O presidente da Câmara, Donizete da Farmácia (PSDB), disse ainda que deve pedir um estudo para a Divisão de Trânsito da Prefeitura para que sejam analisadas medidas de segurança para evitar novos acidentes no local.

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