Os refugiados venezuelanos sofrem na pele os efeitos do regime chavista
O Brasil enfrenta maciça entrada de imigrantes venezuelanos na região Norte do País. Fugindo da fome, do desastre humanitário causado pela ditadura chavista de Nicolás Maduro, mais de 40 mil pessoas já cruzaram a fronteira dos dois países em busca de uma sobrevida em Roraima. A maioria se instala em acampamentos improvisados em praças públicas da capital Boa Vista. Estima-se que o fluxo diário de imigrantes seja de 500 pessoas chegando ao Brasil. O resultado é uma situação de verdadeira calamidade, com reflexos, inclusive, na saúde pública. Casos de sarampo começam a aparecer entre as crianças venezuelanas - uma suspeita foi confirmada e outras sete seguem sob investigação. O caos chegou ao ponto de o governo brasileiro decretar situação de emergência social em Roraima.
Os refugiados venezuelanos sofrem na pele os efeitos do regime chavista, que mergulhou a Venezuela em uma crise econômica sem precedentes. A fome se alastra sobre a população de um dos maiores produtores mundiais de petróleo. Medidas populistas quebraram as finanças venezuelanas. No campo político, a ditadura disfarçada de “república bolivariana” distanciou o País de seus principais parceiros econômicos, agravando ainda mais a situação de penúria de seu povo.
Hoje, a maioria dos venezuelanos que deixam sua terra não o faz para fugir do regime de Maduro, em busca de liberdade. Mas deixam suas casas para fugir da fome, deixam seus lares em busca de comida. O Brasil é apenas um dos destinos da população que foge para os países vizinhos na tentativa de sobreviver.
Enquanto reforça o controle na fronteira entre os dois países, o Brasil também prepara ações humanitárias. Entre as medidas, está a distribuição de refugiados para outras partes do País. Manaus e São Paulo foram os dois primeiros destinos anunciados. De acordo com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, 40% da população venezuelana que cruzou a fronteira com o Brasil é formada por homens solteiros, interessados em trabalho. “Nós temos três tipos pessoas. As pessoas que buscam comida para família e retornam para a Venezuela. As pessoas que vieram para permanecer na região, especialmente as famílias indígenas. E aquelas que querem se internalizar para cidades onde possam ter ocupação”, explicou o ministro.
Alheio a esse drama, Maduro manobra e muda datas das eleições venezuelanas, a seu bel-prazer, para continuar no poder. Enquanto os refugiados buscam o que comer ou tentar se fixar em terras estranhas; enquanto o Brasil tenta lidar com a calamidade exportada pelo governo chavista; o ditador Nicolás Maduro faz de tudo para se manter no comando da destroçada Venezuela.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.