Os dados a respeito da violência no trânsito de Franca, de janeiro e fevereiro, são alarmantes: foram 11 mortes em ruas da cidade e no perímetro urbano das rodovias Cândido Portinari e Ronan Rocha. Quase três vezes mais do que o registrado no ano passado, nesses mesmos 59 dias, quando foram registradas quatro mortes.
Os índices são do InfoSiga, que compõe o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do Estado de São Paulo, e de um levantamento feito pelo Comércio. Neles, é possível ver que, das 11 vítimas fatais, seis tinham menos de 30 anos (veja quadro). “Cerca de 94% dos acidentes acontecem por falha humana. É comum encontrarmos situações de imprudência e excesso de velocidade, especialmente entre os mais jovens. Eles têm um espírito aventureiro e isso, aliado à falta de experiência, pode causar acidentes fatais”, disse o tenente Régis Mendes, do pelotão de Trânsito da Polícia Militar.
Ainda segundo os dados, das 11 mortes, seis foram de motociclistas. No ano passado, das quatro, duas foram de pessoas que optaram por esse meio de transporte. Os pedestres também foram vítimas do trânsito francano no início de 2018. Foram três atropelamentos fatais nos dois primeiros meses. Já os outros dois eram motorista e passageiro e morreram na mesma rodovia: a Cândido Portinari. Trata-se do vice-prefeito de Cristais Paulista, Edvaldo Costa, de 55 anos, e do sapateiro Devair Timóteo, 43.
Os altos índices são vistos com preocupação pela Polícia Militar que, em parceria com a Prefeitura, lançou uma campanha de prevenção de acidentes, desta vez, voltada para os motoqueiros. Intitulada “Chega de Mortes: Motociclista, Não Seja Você a Próxima Vítima”, ela tem o objetivo de orientar os condutores para reduzir os números. Aliado a isso, há um projeto para o trânsito da cidade. “Precisamos de uma adequação da malha viária e ampliação do transporte coletivo de qualidade para diminuir o número de veículos nas ruas, algo que não foi feito nas gestões anteriores”, disse o secretário de Segurança e Cidadania, Carlos Gatti.
Regiões
Uma das mais populosas áreas da cidade, a zona Norte foi a região que mais registrou mortes no trânsito nesse começo de ano. Foram cinco acidentes fatais distribuídos nos jardins Luiza e Tropical, Leporace e Parque do Horto. Além de Edvaldo e Devair, a rodovia Cândido Portinari foi palco de um atropelamento que matou o eletricista Clayton Vicente Domingos, em fevereiro. As outras três tragédias aconteceram em ruas do Parque Progresso e na Vila Nossa Senhora das Graças, além da rodovia Ronan Rocha.
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