25 mulheres são vítimas de maridos toda semana


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Delegada Graciela Ambrósio, da DDM, registrou 212 crimes que se enquadram na lei Maria da Penha
Delegada Graciela Ambrósio, da DDM, registrou 212 crimes que se enquadram na lei Maria da Penha
Idosa é agredida a pauladas pelo marido. Sapateiro é preso por espancar a mulher. Briga entre namorados termina em facada. Aposentada de 73 anos denuncia o filho por ameaça. Com faca, homem tenta ferir a ex e acaba na cadeia. Casal bebe, se agride e confusão vai parar na delegacia. Esses são alguns dos 212 casos registrados de violência contra a mulher apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.
 
Os dados são da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e significam que, por semana, pelo menos 25 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência doméstica em Franca.
 
Esses índices correspondem aos boletins de ocorrência registrados e que se enquadram na lei Maria da Penha que, em 2018, completa 12 anos de existência. Neles, entram os crimes de vias de fato, lesão corporal, ameaça, calúnia e suas vertentes.
 
Dos números referentes a esses dois meses, 65 correspondem a agressões físicas; 125 a ameaças; 16 vias de fato e 6 de injúria, calúnia ou difamação. Isso significa ainda que, diariamente, cerca de três vítimas procuram a delegacia especializada em Franca para prestar queixa.
 
‘Não é normal’
E qual a explicação para essa violência contra a mulher, seja ela esposa, mãe, avó, namorada ou possui outro grau de envolvimento ou parentesco? Para a delegada da DDM, Graciela Ambrósio, os vícios em drogas, álcool e até o desemprego são alguns dos fatores que contribuem para esses índices. 
 
“Há muitos casos de mães agredidas e/ou ameaçadas pelos próprios filhos. Vítimas com 70, 80 anos e que, mesmo com essa idade, não conseguem ter paz e têm filhos que causam problemas”, disse.
 
À frente da DDM há mais de duas décadas, Graciela presencia os mais variados crimes contra a mulher. Ela elogiou a coragem dessas vítimas. 
 
“Os números estão aumentando porque, antes, as mulheres sofriam em silêncio. Agora, elas se sentem motivadas a procurar a polícia para dar um basta na situação e não serem vítimas. Claro que há os casos reincidentes, mas noto uma coragem por parte delas”, ressaltou Graciela.
 
Ainda de acordo com a delegada, as agressões e ameaças são um reflexo da cultura machista da sociedade. “Os autores precisam entender que não é normal bater ou cometer qualquer crime contra uma mulher”, disse.

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