Filhos


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Mirian Goldenberg, na sua coluna (caderno “Cotidiano”, Folha de S. Paulo, 30/05/17), considera que a média de filhos por casal, no Brasil, está em declínio e que as mulheres estão preferindo procriar após os 30 anos, acudindo, primeiro, as suas carreiras profissionais. Considera mais: que muitas delas, como ela própria, preferem abdicar da maternidade.
 
Relatou que, certa feita, falando de filhos, um amigo corroborou sua opinião: “Não tenho paciência para ficar trocando fraldas, servindo mamadeiras, ouvindo choro...” Realmente, os filhos trazem algumas complicações para a rotina do casal. Entretanto, além de continuarem a espécie — ou não estaríamos aqui para falar deste assunto —, são inúmeras as alegrias que proporcionam.
 
E, se a fonte dessas alegrias está no amor, se não cultivarmos esse sentimento gregário, obviamente que a alegria da família não será mesmo efetiva. Demais, ensina-nos a Doutrina Espírita que a paternidade e a maternidade são missão divina, confiada aos homens e às mulheres, a fim de evoluirmos, graças ao processo educativo de todo o conjunto familiar.
 
Todavia, a opção pela não paternidade ou maternidade não é um mal em si mesma, se a intenção que a motivou não se assentar no desejo egoístico de ausência de problemas. É, portanto, positiva, se baseada no desejo de servir desinteressadamente à humanidade, na condição de, por exemplo, professora ou defensora da causa dos pobres e oprimidos. 
 
Agora, um golpe da realidade espiritual: imaginemos se os nossos genitores não tivessem sido pais, onde estaríamos, gravemente prejudicados com a impossibilidade de reencarnarmos para a redenção de nossos erros?
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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