Responsável por atender em média 3,5 mil pacientes por mês em situações de urgência e emergência, a Santa Casa de Patrocínio Paulista ameaçou cortar os atendimentos no Pronto-atendimento do hospital nesta segunda-feira, 5 de março. O motivo, de acordo com a sua diretoria, seria a falta de um acordo com a Prefeitura para renovar o convênio que mantinha, até dezembro, para que a unidade prestasse os atendimentos. O hospital alega que não tem recursos próprios para manter o serviço em funcionamento.
“Mantínhamos um convênio que venceu em dezembro e não houve acordo quanto a sua renovação. Apesar de várias tentativas, não conseguimos chegar em um ponto comum e, por isso, cobramos na Justiça os valores devidos pelo serviço que foi prestado em janeiro e fevereiro e encaminhamos um ofício para a Prefeitura informando que os atendimentos no Pronto-atendimento seriam encerrados nesta segunda-feira, 5 de março, pois não conseguimos arcar com os custos”, disse a gerente administrativa do hospital, Nathalia Durval Maxta.
“Estamos negociando para conseguir que o Pronto-atendimento continue funcionando, mas precisamos chegar a um acordo tanto dos valores como da necessidade de se montar um plano de trabalho, com a contratação de uma nova equipe de profissionais. Recebemos o ofício sobre a paralisação, mas entramos em contato com a promotora e esperamos que, em breve, consigamos realizar o acordo”, disse o prefeito da cidade, José Mauro Barcellos (PSDB).
Ontem, em mais uma tentativa de selar um acordo entre as partes e evitar que o atendimento seja paralisado, o Ministério Público, através da promotora Rosana Márcia Queiroz Piola, agendou para a terça-feira, 6, a partir das 16 horas, no Fórum da cidade, uma audiência de conciliação. “Conversei diretamente com representantes da Prefeitura e da Santa Casa e diante da disposição das duas partes de firmarem um acordo, marcamos a audiência e espero sair com uma resolução para o problema”, disse.
Com a nova audiência marcada, segundo a gerente administrativa da Santa Casa, a paralisação está suspensa. “Agora, inicialmente, não vamos mais fechar as portas, pois foi garantido um acordo nos termos e valores que a Santa Casa solicitou”, finalizou.
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