Nem sempre sou flor,
Mansidão e poesia;
Quase sempre sou espinho;
Tempestade e ventania;
Porque a doçura tem reverso
De dor e alegria;
Pois sempre sou notívaga
Andarilha de sonhos tolos;
Parceiros de fantasia.
Nem sempre sou água rasa,
Claridade ou simetria;
Muitas vezes sou obscuridade;
Lado a lado com a esquizofrenia
Porque a mente vagueia,
Insana, sem maestria;
E o coração corre desesperado, por esta vida louca,
Fugaz e sombria.
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