Ela entrou em casa com o filho pelos braços e fitou-o com um forte olhar, mostrando um largo sorriso.
Enquanto atendia o celular, abria a porta da casa e colocava a criança no chão.
_Vá meu filho, lave as mãos e sente-se para a lição.
No telefone era o chefe, que simplesmente invadiu aquela sala de jantar, sem pedir licença para entrar.
A voz aumentava e os ouvidos silenciavam, a conversa acirrada partia para o fundo da sala, onde não havia conhecidos.
O marido chega do trabalho, ela dá de ombros, faz que está chateada, desliga o telefonema em gritos.
Ele a olha diferente, como quem quer dizer algo intuitivamente. Ela desvia o olhar assustado e vê a lista do mercado, começa a escrever feito boi corrido.
E o cérebro continua: fraldas, remédio e leite na farmácia, carne no açougue, pão na padaria, contas de luz e telefone, costureira, jantar do meu filho.
_Meu filho! Oh, meu Filho, você está aí sentado? Eu havia me esquecido. Vamos lá, vou ajudá-lo com a lição. Hoje é dia de aprender os numerais! Então conte de um a dez e escreva 12345678910.
O menino toma nota e escreve perfeitamente.
_Parabéns, viva! Diz a mãe.
O menino a olha lentamente e rasga aquele largo sorriso:
_Vá, mamãe, agora é a sua vez. Feche os olhos e conte até dez, respirar é preciso!
Sábio é aquele que aprende ou aquele que ensina? Sábio é aquele que aprende enquanto ensina. E se a sabedoria vem do ventre e vem da alma, deixemos o saber dos livros para a escola e fiquemos com o dom de abrir nossos ouvidos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.