CPFL flagra 713 gatos na rede elétrica de Franca em 2017


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CPFL conseguiu recuperar, em Franca, um volume de 1.711 MWh de energia furtada em 2017
CPFL conseguiu recuperar, em Franca, um volume de 1.711 MWh de energia furtada em 2017
Nunca houve tantos “gatos” na rede elétrica de Franca quanto agora. As ocorrências de fraudes e furtos de energia na cidade cresceram 24% no ano passado, comparando-se com 2016. Os flagrantes saltaram de 575 para 713 casos. A prática configura crime e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção.
 
As fraudes mais comuns são as ligações clandestinas feitas a partir de outras redes. Há também um grande número de adulterações feitas diretamente no medidor. Como antídoto para caçar os “gatos”, a CPFL passou a adotar novas tecnologias e aplica mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise. Medidores inteligentes monitoram e analisam o perfil de consumo para identificar possíveis variações que indiquem perdas comerciais. 
 
Em caso de suspeita, funcionários vão ao imóvel checar se há algo de errado com a rede. Em 2017, foram executadas 4.117 inspeções em clientes residenciais, comerciais e industriais em Franca. “As inspeções aumentaram significativamente, possibilitando a identificação de um maior número de irregularidades na rede. A integração com os órgãos públicos e autoridades policiais tem sido fundamental nessas operações que visam o combate às ligações clandestinas”, disse, em nota, o diretor-comercial da CPFL, Roberto Sartori.
 
Ao longo dos últimos 12 meses de 2017, a concessionária conseguiu recuperar, em Franca, um volume de 1.711 MWh de energia furtada. Segundo a empresa, o número seria suficiente para abastecer 951 famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano. É o mesmo que consome uma cidade com cerca de 2,5 mil habitantes.
 
Além de responder pelo crime de fraude, o consumidor que faz ligação clandestina também precisa pagar os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidos de multa. 
 
Mais grave do que o prejuízo é o perigo. A pessoa que adota a prática do “gato” coloca em risco as suas vidas e da população. “Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.”

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