Nunca houve tantos “gatos” na rede elétrica de Franca quanto agora. As ocorrências de fraudes e furtos de energia na cidade cresceram 24% no ano passado, comparando-se com 2016. Os flagrantes saltaram de 575 para 713 casos. A prática configura crime e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção.
As fraudes mais comuns são as ligações clandestinas feitas a partir de outras redes. Há também um grande número de adulterações feitas diretamente no medidor. Como antídoto para caçar os “gatos”, a CPFL passou a adotar novas tecnologias e aplica mais inteligência em seus processos de monitoramento e análise. Medidores inteligentes monitoram e analisam o perfil de consumo para identificar possíveis variações que indiquem perdas comerciais.
Em caso de suspeita, funcionários vão ao imóvel checar se há algo de errado com a rede. Em 2017, foram executadas 4.117 inspeções em clientes residenciais, comerciais e industriais em Franca. “As inspeções aumentaram significativamente, possibilitando a identificação de um maior número de irregularidades na rede. A integração com os órgãos públicos e autoridades policiais tem sido fundamental nessas operações que visam o combate às ligações clandestinas”, disse, em nota, o diretor-comercial da CPFL, Roberto Sartori.
Ao longo dos últimos 12 meses de 2017, a concessionária conseguiu recuperar, em Franca, um volume de 1.711 MWh de energia furtada. Segundo a empresa, o número seria suficiente para abastecer 951 famílias compostas por até quatro pessoas pelo período de um ano. É o mesmo que consome uma cidade com cerca de 2,5 mil habitantes.
Além de responder pelo crime de fraude, o consumidor que faz ligação clandestina também precisa pagar os valores retroativos referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidos de multa.
Mais grave do que o prejuízo é o perigo. A pessoa que adota a prática do “gato” coloca em risco as suas vidas e da população. “Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede elétrica correm o risco de choque e acidentes graves, que podem ser fatais.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.