Franca se transforma na capital da falsificação


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Nesta semana, policiais civis e representantes da New Balance encontraram tênis falsificados em duas fábricas de Franca
Nesta semana, policiais civis e representantes da New Balance encontraram tênis falsificados em duas fábricas de Franca
As apreensões desta semana de quase mil pares de tênis falsificados da marca New Balance, em uma fábrica do Jardim Petráglia e outra localizada na rodovia João Traficante, não deixam dúvidas para a Polícia Civil e para representantes, uma das mais prejudicadas por esses crimes: além dos títulos de cidade do calçado e do basquete, Franca ganhou a alcunha de “capital da falsificação”.
 
Para um dos representantes da New Balance, que também trabalha para outras marcas do mesmo grupo, como Colcci e Diesel, a cidade é um “paraíso para os falsificadores” que, aqui, veem uma oportunidade de lucrar em cima de marcas. Por essa razão, ele, está na cidade desde o ano passado. E é categórico ao afirmar que Franca conseguiu desbancar Nova Serrana (MG) na escala de locais que mais falsificam produtos. Porém, por questões de segurança, não revelou quantas peças foram apreendidas até agora. “Franca superou todas as outras cidades e, toda semana, juntamente com a polícia e um respaldo da Justiça, estamos visitando fábricas e comércios que produzem ou vendem itens falsos. As pessoas abusam e vendem um produto de péssima qualidade como se fosse o original por um preço menor”, explicou.
 
Ainda de acordo com o representante, que prefere manter o anonimato, esses empresários francanos têm causado prejuízos para as marcas e enganam clientes através de seus sites e das redes sociais. E, justamente pelo equívoco e qualidade abaixo da esperada, que os consumidores entram em contato e reclamam dos produtos adquiridos. “Além das investigações e rastreamento realizados, contamos com reclamações e denúncias com os nomes e endereços dos responsáveis. Isso nos ajuda a descobrir quem está agindo de forma ilícita e prejudicando a marca”, disse ele. 
 
O delegado Márcio Garcia Murari, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), é o responsável pelos casos. São seus agentes que, frequentemente, realizam essas apreensões. Ele confirmou que Franca tem registrado vários delitos contra as mais variadas marcas, especialmente New Balance, e que esse aumento no número de apreensões não acontece somente porque há mais falsificação, mas também, porque as autoridades estão agindo com ainda mais força em cima desses delitos. “Para se ter uma ideia, do final de 2017 para cá, já instauramos sete inquéritos apenas da New Balance”, disse.
 
Penas
De acordo com Murari, dependendo do produto, o falsificador pode responder por crimes contra o registro de marcas, sonegação fiscal, violação do direito autoral e crime contra a saúde pública. “Essas pessoas estão sujeitas a penas altas, principalmente nos casos relacionados à falsificação de bebidas e cosméticos, que caracterizam crime contra a saúde pública. Por isso é importante que a população denuncie à polícia ou às marcas quando constata a pirataria”, ressaltou o delegado.
 
Bebidas, roupas e xampus também são falsificados
Polícia encontra 2 mil peças de roupas falsificadas em lojas da Estação e da Vila Santa Cruz. Representante denuncia e tênis falsificados são encontrados em comércio do Centro. DIG fecha fábrica clandestina de bebidas no Jardim Ipanema. Esses são três dos diversos casos divulgados pelo Comércio e que reforçam a ideia que a falsificação, na cidade, tem crescido.
 
Além de pares de tênis, há registros de apreensões de outros produtos. Não é raro deparar-se com bebidas, cosméticos, mídias digitais e peças de roupas falsificadas. Em 2017, por exemplo, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais), juntamente com a Vigilância Sanitária, lacrou uma fábrica que falsificava e envasava bebidas em um barracão repleto de lixo e fezes. 
 
Também foi no ano passado que uma operação conjunta entre polícia e Ministério Público deteve uma quadrilha acusada de compor uma indústria de falsificação de cosméticos, que teria lucrado cerca de R$ 6 milhões em quatro anos.
 
Roupas também têm sido escolhidas por falsários francanos. Ainda em 2017, por exemplo, os policiais da DIG e o representante das marcas New Balance e Diesel encontraram em uma loja da Estação, milhares de calças jeans e tênis falsificados.

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