Moradores das zonas Norte e Leste de Franca passaram o domingo na seca. Faltou água nas torneiras de 48 mil imóveis localizados nas regiões dos jardins Paulistano, Éden, Planalto, Tropical, Meirelles, Luiza, Redentor, Nova Franca, Vila Imperador e City Petrópolis. O corte começou nas primeiras horas da manhã e o abastecimento só se normalizou no final da noite. Nenhum comunicado prévio foi feito pela Sabesp e a população não teve como se planejar. Estima-se que cerca de 130 mil pessoas tenham sido atingidas.
Enquanto as torneiras secaram, choveram reclamações. Até o começo da noite de domingo, a Sabesp já havia recebido 240 ligações relatando falta de água. O montador de móveis Carlos Antônio da Cruz, morador do City Petrópolis, foi um dos que se revoltaram. “A gente fica indignado porque paga a conta em dia - se não pagar, eles vão lá e cortam, não tem conversa -, mas a empresa não faz a parte dela. É uma falta de respeito muito grande deixar tanta gente sem água A Sabesp poderia pelo menos ter avisado. Isso não foi feito.”
A empresa afirmou que a falta de água foi provocada por conta de serviços de manutenção na rede de energia pela CPFL na captação do Rio Canoas e também diante da sede da empresa, no Jardim Redentor. Uma falha de comunicação entre as concessionárias ampliou os transtornos causados à população.
“A gente tinha conhecimento de que o serviço seria feito diante do nosso prédio, mas não sabíamos que o serviço também afetaria a entrada de energia da Estação de Tratamento de Água. Para nossa surpresa, chegou uma equipe enorme aqui e não tivemos como segurar”, disse o gerente da Sabesp, Rui Engrácia Garcia Caluz.
Com isso, os reservatórios secaram e começou a faltar água. “Depois, tivemos um problema em um dos disjuntores da captação do Canoas, que também parou. Foi uma série de problemas, o principal deles, de comunicação, que fez com que a gente não pudesse estar tratando a água das 7 às 14 horas”, disse o gerente. A situação só foi normalizada no período noturno. “Entramos em contato com a CPFL para ver o que, realmente, aconteceu, que falha foi esta, para a gente evitar futuros problemas”, finalizou Engrácia.
A CPFL foi procurada pelo Comércio, mas não retornou aos pedidos de explicação.
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