Córneas captadas na S. Casa possibilitam 400 transplantes


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Órgãos de vítima de acidente em 2011, captados na S. Casa, foram levados de helicóptero para transplante
Órgãos de vítima de acidente em 2011, captados na S. Casa, foram levados de helicóptero para transplante
O trabalho de conscientização feito pela Comissão de Transplantes da Santa Casa, somado à solidariedade de famílias que perderam seus entes queridos, tem sido fundamental para salvar vidas de pacientes que necessitam do procedimento e para fazer com que centenas de pessoas possam recuperar a visão. 
 
A Comissão, coordenada pelo médico Marcelo de Paula Lima e a pela enfermeira Ana Carolina Botto Paulino, conta com uma equipe multiprofissional especializada, que engloba médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e fisioterapeutas, entre outros. O grupo atua junto às famílias de potenciais doadores de órgãos com o objetivo de informar e conscientizar sobre a importância do ato de autorizar a doação.
 
Uma das ações desenvolvidas é o “Projeto Luz”, voltado exclusivamente para a captação de córneas. No ano passado, as abordagens realizadas pela equipe na Santa Casa resultaram em 140 doações e um total de 280 unidades captadas. Em janeiro deste ano, foram captadas mais 34 córneas. Os materiais são encaminhados para o Banco de Olhos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. “As córneas que captamos em Franca contribuíram para a realização de 400 transplantes realizados pelo HC de Ribeirão Preto no ano passado. São pessoas que conseguiram melhorar a visão, graças ao gesto nobre dos familiares que autorizaram a doação dos órgãos”, disse Nanci Mara Dias, integrante da Comissão de Transplantes.
 
A Santa Casa segue complexo protocolo técnico na captação do órgão para manter sua qualidade, possibilitando um transporte seguro e que mantenha sua integridade física até o momento do implante no paciente receptor. A doação beneficia mais de um paciente, já que a pessoa não recebe duas córneas de um mesmo doador.
 
Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), mais de 3,2 mil pacientes, adultos e pediátricos, foram transplantados em 2017. A fila para o transplante é estadual e única, tendo um tempo de espera de aproximadamente quatro meses. 
 
Em relação a outros órgãos, a Comissão de Transplantes conseguiu oito doações de familiares de pacientes que tiveram morte cerebral no ano passado. Com isso, foram captados sete fígados, 15 rins, um coração e quatro unidades de ossos. “O número de potencial doador é bem maior, mas nem todas as famílias autorizam. Infelizmente, ocorrem muitas recusas por conta das pessoas não terem consciência da importância de autorizar a doação e ajudar quem está na fila aguardando o transplante. Precisamos levar mais informações e explicar sobre os benefícios deste ato de generosidade.”

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