Demorou, mas ainda em tempo, a CNBB escolheu como tema da Campanha da Fraternidade deste ano a superação da violência. Não sei ainda qual o foco principal das pregações a serem feitas, mas já quero pegar uma carona no assunto e falar também alguma coisa a respeito desse maior temor dos brasileiros no momento. Basta ouvir os boletins policiais das emissoras de rádio, assistir na TV ou ainda pela internet, diariamente cenas de todo tipo de violência, transformando nosso País entre os líderes da insegurança no mundo. A culpa disso tudo começa por nossas autoridades, que primeiro dão o pior exemplo de desonestidade, a um povo já bastante sofrido, e sem qualquer sinal de endurecimento das leis penais, o que podia intimidar um pouco a bandidagem. Famílias desestruturadas, com exemplos negativos às suas crianças e jovens. Como já disse o Papa Francisco, “violência no seio da família é escola de ressentimento e ódio nas relações humanas básicas”. Se o que assiste em casa é violência, a criança vai repetir tudo na rua, e muitas vezes atraída por traficantes, que oferecem a ilusão de um ganho fácil, mas desonesto e perigoso. Os meios de comunicação também colaboram, mostrando cenas de sexo e de violência como nos BBB da vida ou nas lutas de vale tudo, onde a violência é sinal de força, quando na verdade é sinal de desespero e de fraqueza, conforme dizia Dalai Lama. Tomara que as igrejas cristãs, unindo os católicos, evangélicos, espíritas, protestantes, como verdadeiros irmãos, consigam com que cada um faça a sua parte, para conseguirmos afastar a violência e o ódio do seio de todos nós.
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