Não sabem tudo


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A senda evolutiva de um espírito é um encadeamento lógico e justo das circunstâncias geradas pela sua maneira de pensar e agir. Quando desencarna, o que leva consigo é apenas a bagagem intelectual e moral que acumulou desde as vidas passadas. Mas, como não viveu bastante para aprender tudo, é óbvio que só o fato de transferir-se para a dimensão dos espíritos não o leva a saber tudo, como muita gente pensa. 
 
Assim como no mundo dos encarnados há diferentes níveis de conhecimento, o mesmo ocorre no mundo espiritual, do qual somos simples cópia. Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, ao dizer “pergunte a uma rocha e ela responderá”, adverte-nos de que sempre há espíritos prontos para responder, nem sempre, porém, preocupados com a verdade. Quando se lhes fazem perguntas de cunho trivial, as respostas vêm, obviamente, de espíritos inferiores, zombeteiros ou maldosos, sintonizados com pessoas de igual categoria. 
 
Se não detêm conhecimento, correspondem aos anseios fúteis, ou mesmo escusos, que, por sua vez, consubstanciam faixas vibratórias que não afetam os espíritos elevados, alheios a trivialidades e interesses mundanos.
 
Seria em vão perguntássemos aos espíritos superiores, por exemplo, quais números serão sorteados na Mega-Sena, conquanto afirmem por aí que há centros, que se dizem espíritas, que se ocupam de tais interesses, impondo concluir-se que, na verdade, falta-lhes conhecimento da Doutrina Espírita, que nos assegura que somente reuniões sérias atraem espíritos sérios. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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