No dia 9 de fevereir3o, há 127 anos extinguia-se a vida de um dos maiores homens que fincaram raízes nesta Terra do Capim Mimoso, o Barão da Franca. Creio ser oportuno dizer algumas palavras sobre este distinto cidadão. Nasceu José Garcia Duarte na então Vila de Cajuru, também Província de São Paulo, a 4 de novembro de 1825. Oriundo de uma família de proprietários de terras por lá, ainda moço, por volta do ano de 1843 transferiu-se para Franca e foi neste município, no acender da segunda metade do século XIX, que formou uma fazenda de café, a primeira lavoura com fins mercantis da localidade.
Homem de posses e prestígio, ostentando a patente de Coronel da Guarda Nacional, José Garcia Duarte foi eleito, por maioria de votos, vereador à Câmara de Franca e, em seguida, Presidente da Edilidade local. Cidadão exemplar e verdadeiro líder comunitário, nunca deixou de se preocupar com os desvalidos. É sua, por exemplo, a iniciativa de se implantar o primeiro lazareto dos variolosos da comarca.
Duarte sempre esteve na linha de frente na defesa do interesse coletivo e público. Erigiu às suas expensas o Teatro Santa Clara e, em seis meses o entregou para a noite de inauguração onde foi apresentado o drama “Luxo e Vaidade”. Foi ainda um dos grandes incentivadores da criação da Santa Casa de Misericórdia da cidade.
Sem dúvida, o fato que mais marcou sua existência e sua ação como homem público, foi o apoio dado sem titubeios ao Governo Imperial, em razão do esforço de guerra durante a contenda paraguaia. Tal ação, visando o bem estar coletivo da Nação e o apoio à Coroa, motivou a distinção outorgada pelo Imperador Pedro II para que assim figurasse como membro da nobreza do Império do Brasil.
Faleceu às onze horas do dia 9 de fevereiro de 1891, já na República, sem jamais ter renunciado às suas firmes posições monárquicas e de fidelidade absoluta à Coroa Imperial. Com o seu passamento, ao descer ao túmulo, recebeu uma verdadeira consagração por parte da população da cidade, sem distinção de partidos ou grupos, uma grande apoteose.
Marcus Vinícius C.
Palermo Falleiros
Cafeicultor, Pecuarista e Presidente do Clube das Cavalhadas da Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.