Chegando a época do Carnaval, volto aos saudosos anos de 1960, 1970 e ainda 1980, quando os bailes aconteciam nos vários salões da cidade, todos eles lotados. Tinha o da AEC-Centro, dominado pela moçada. O Clube de Campo, com a presença de casais, acompanhados de seus dependentes, além de outros salões que ficavam igualmente lotados, como o Luiz Gama, na Cidade Nova, o Internacional, na Estação, Clube dos Bagres e até o Bagres Country. Costumava frequentar a AEC, onde a animação musical era sempre da Orquestra Laércio de Franca, que abria a festa com o seu característico prefixo musical e só parava às 4 da manhã, com o salão ainda lotado e o chão coberto por confetes e serpentinas. Como era gostoso ficar naquela guerrinha de papéis, jogados por quem ficava na grande roda vendo os dançarinos passarem, e entrando nela quando passava alguém interessante. Raríssimos eram os desentendimentos entre os foliões. Bem diferente das confusões de agora, com resultados violentos, o que certamente acabou forçando a diminuição e o fim daqueles bailes de salão. A folia carnavalesca, por isso mesmo, acabou resumida aos desfiles de blocos e escolas de samba na avenida, e quem gosta mesmo, acompanha ainda as transmissões dos grandes centros pela TV. Até as músicas que viraram clássicos da época já não existem mais, ficando somente aquelas antigas na memória dos foliões. Quem viveu essa época fica na saudade e quem não pegou não imagina o que perdeu. E como era gostoso aquele Carnaval.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.