Religião/Religiosidade


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Em entrevista publicada no caderno “Ciência”, da Folha de S. Paulo, (06/10/17), revemos a opinião do Dr. Michael Shermer (mestre em psicologia e fundador da Sociedade dos Céticos, nos EUA), segundo a qual mais alguns séculos e a religião terá deixado de existir, já que a ciência explica o Universo dispensando qualquer intervenção religiosa. Ironiza ele que religião, prometendo a continuidade da vida, só é boa para consolar quando do falecimento de algum parente.
 
Entendemos que a opinião do Dr. Shermer, autor da obra Cérebro e crença, que tenta integrar neurociência e ciências sociais, e ateu convicto, ao dizer que o formalismo religioso pode desaparecer — embora a religiosidade seja inata no ser humano —, peca por admitir que só existe a vida física, ignorando os fenômenos que atestam a sobrevivência da alma, como a materialização, a psicografia, a pintura mediúnica, as aparições. Posição que, todavia, não nos surpreende, porque a dimensão espiritual só se analisa por um outro ramo da ciência, o do espírito que, imaterial, só se manifesta sob certas condições — ainda que não intencionais — do psiquismo. 
 
Mas, quem é capaz de afirmar que amanhã, o espírito não venha a ser objeto da verificação científica, posto que a Ciência não faz outra coisa senão investigar o que operam as leis naturais? Demais, diz a Doutrina Espírita que a crença na vida espiritual não nos dispensa de vivenciar a realidade material, mas assevera que é a experiência na carne que determinará o que nos deve esperar no mundo dos espíritos, fazendo-nos felizes ou infelizes. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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