A ficha não está limpa


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Oex-prefeito Alexandre Ferreira (SD) esteve na Câmara segunda-feira. Começou a articular junto aos vereadores para que eles votem (e aprovem) o mais rápido possível as contas de 2015 da Prefeitura. A pressa tem explicação.
 
Alexandre é pré-candidato a deputado federal. A Lei da Ficha Limpa diz que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos. Ele pretende obter a aprovação antes do período eleitoral para evitar desgastes e não correr o risco de ficar fora da disputa. 
 
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) emitiu parecer favorável para a aprovação de suas contas. Não significa muita coisa. O Supremo Tribunal Federal decidiu que o TCE apenas opina. A competência exclusiva de julgar contas de prefeitos é dos vereadores. 
 
O parecer não encontrou eco na Câmara, onde o ex-prefeito sofreu processo de cassação em 2016 e escapou por um voto. Por conta do caso dos falsos médicos e de acusações de desvio de recursos na construção de creches, Alexandre responde a processos por improbidade administrativa na Justiça. O Tribunal não fez referência aos pagamentos feitos aos falsos médicos, o que, certamente, será lembrado pela Câmara.
 
O parecer do TCE foi lido no plenário, terça-feira, mas ainda não há previsão de quando as contas serão votadas pelos vereadores. A Comissão de Finanças tem prazo de 90 dias para elaborar seu parecer. 
 
Limpando as gavetas: O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), confirmou ontem, em entrevista à rádio Jovem Pan, que será candidato à reeleição ao Senado. Ele se afastará do ministério em abril e assumirá sua cadeira no Senado. Com isso, o suplente Aírton Sandoval voltará a Franca.
 
Cosme e Damião: O vereador Arroizinho (MDB) tem o hábito de distribuir balas durante as sessões da Câmara. Os mais próximos ganham queijo e doce.
 
Recado: “Eu mandava contratar, pois o povo não pode sofrer quando o prefeito tem medo do promotor.” Sidnei Rocha ao comentar condenação sofrida por contratar médico sem concurso público.
 
O bom filho à casa torna: Gilson de Souza (DEM) foi matar saudades da Assembleia Legislativa ontem à tarde.
 
Ninguém nem percebeu: O governo federal está há um mês sem ministro do Trabalho. Não fez falta...
 
Edson Arantes
Jornalista
edson@comerciodafranca.com.br
 

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