O fornecimento de medicamentos pela rede pública estadual em Franca há meses vem registrando reclamações. Há falta de medicamentos de todos os tipos. Desde o início deste ano, os pacientes que dependem deste serviço afirmam que não estão sendo distribuídos medicamentos de uso contínuo e obrigatório.
Entre os exemplos, estão diversos tipos de insulina para tratamento de diabetes, remédios imunossupressores, indicados para o tratamento de pessoas transplantadas, medicamentos para a insuficiência respiratória e para o câncer.
No último dia 17 de janeiro, o Comércio publicou uma reportagem já alertando sobre a falta dos medicamentos. De lá para cá, segundo os pacientes, nada mudou. “Ainda está em falta a insulina. Também não consigo os cateteres e as agulhas para a aplicação”, contou a mãe de um garoto que sofre de diabetes e pediu para não ser identificada. Ainda segundo ela, há dois meses, a resposta na farmácia tem sido a mesma. “Eles dizem que ainda não receberam, que é para a gente ir ligando antes de ir buscar. Não tem nem previsão. É um absurdo.”
O deputado estadual Roberto Engler (PSDB) diz que tem recebido reclamações diárias, narrando o drama dos pacientes. “As reclamações sobre a falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo são graves. Receber os remédios é um direito e uma necessidade essencial da população, afinal muitas pessoas dependem desses medicamentos para sobreviver. No ano passado, cobramos soluções para esse problema e vamos voltar a tratar do assunto em breve”, disse. Engler deve agendar para os próximos dias uma nova audiência na Coordenadoria Farmacêutica da Secretaria Estadual da Saúde. “Já encaminhamos a solicitação e estamos aguardando a resposta com a data da audiência.”
Resposta
O DRS (Departamento Regional de Saúde), responsável pela administração da farmácia, afirmou que parte dos medicamentos em falta é de responsabilidade do Ministério da Saúde. É o caso, por exemplo, dos imunossupressores Tacrolimo, Everolimo, Micofenolato de Sódio. “Eventuais indisponibilidades podem decorrer de irregularidades na entrega por parte do governo federal”, informou, em nota.
Segundo a nota, pelo menos um dos tipos de insulina (a tipo Lispro) já tem em estoque e as demais estão em processo de aquisição. “Os fornecedores estão sendo cobrados para que entreguem os produtos o quanto antes e os pacientes serão comunicados quando houver disponibilidade.”
A nota, porém, não traz informações sobre a previsão de regularização dos estoques.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.