As eleições de 2018 sob o risco da influência das ‘fake news’
Mais que lutar por votos, os candidatos que visam a algum cargo em disputa nas eleições gerais de outubro terão de combater as mentiras disseminadas, principalmente pelas redes sociais, na internet - as temidas fake news. O assunto é tão sério que virou pauta de discurso do papa Francisco, ainda repercute nos Estados Unidos a investigação do FBI (a polícia federal americana) sobre a eleição de Donald Trump, em 2016, e é foco do novo presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luiz Fux, que assumiu o comando da corte nessa terça-feira. As falsas notícias são lançadas e compartilhadas nas redes sociais com o intuito, na maioria das vezes, de defender - a qualquer custo - interesses políticos e econômicos, atacando e denegrindo a imagem de grupos ou personagens inimigos.
Nos Estados Unidos, as eleições presidenciais de há dois anos ficou marcada pela suspeita de que agentes russos atuaram na divulgação de mentiras sobre a candidata democrata Hillary Clinton. O resultado foi a vitória das falsas notícias com a eleição do republicano Donald Trump. O imbróglio a cerca das investigações repercute até hoje no país, com uma guerra declarada entre o governo da nação mais poderosa do mundo e a cúpula da sua própria polícia.
No Brasil, toda semana, há uma onda de boatos propagada pelas redes sociais. Vão desde fake news aparentemente inofensivas a maldades extremas que mobilizam a população. Dois exemplos de desinformação a serviço da ignorância estão em uma falsa grade de shows da Expoagro 2018, que circulou entre os francanos na semana passada, e, num caso mais grave, uma mulher morta espancada em 2014, no litoral paulista, após boatos espalhados em rede social de que ela promoveria bruxaria e seria sequestradora.
O TSE pretende criar uma linha direta com empresas como Facebook, Google, Twitter e Whatsapp, para identificar e punir os disseminadores de fake news e fazer com que as decisões tomadas pela Justiça, como exclusão do conteúdo falso, por exemplo, chegue mais rapidamente aos controladores das redes sociais. A intenção é que as mentiras tenham a menor influência possível sobre o resultado das eleições.
Aos eleitores cabe a desconfiança. Centenas de perfis falsos que remetem a renomados veículos de comunicação se propagam pelas redes sociais. Leia com atenção. Não compartilhe o que você não leu. Busque a notícia em sites da imprensa tradicional. Certifique-se que ao compartilhar algo não esteja sempre usado para disseminar a mentira, o ódio, o preconceito. Afinal, como afirmou o papa Francisco, “difundir notícias falsas pode servir para atingir objetivos específicos, influenciar decisões políticas e servir a interesses econômicos”. “A estratégia desse inteligente ‘pai das mentiras’ é precisamente a imitação, essa forma de sedução traiçoeira e perigosa que se insinua no coração com argumentos falsos e atrativos.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.