Lei dará cadeia a motorista bêbado que causar acidente


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Tenente Régis, responsável pelo pelotão de Trânsito da PM, diz que ações serão intensificadas
Tenente Régis, responsável pelo pelotão de Trânsito da PM, diz que ações serão intensificadas
Uma mudança na lei pode resultar em prisão e penas mais rigorosas para quem bebe e assume a direção de seu automóvel. A partir de abril, quem dirigir alcoolizado e causar um acidente que resulte em lesão corporal de natureza grave, gravíssima ou termine com morte vai para a cadeia. 
 
A nova punição foi sancionada pelo presidente Michel Temer (MDB), em dezembro do ano passado, e altera o Código de Trânsito Brasileiro. Antes, o tempo de detenção para quem dirigisse alcoolizado era de detenção de dois a quatro anos. Pela lei atual, a pena recebida podia ser convertida em prestação de serviços à comunidade.
 
Agora, com a mudança, o condutor terá como pena a reclusão de cinco a oito anos em caso de morte em decorrência do acidente, poderá ter a suspensão ou a proibição do direito de obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo. Além disso, há a multa de quase R$ 3 mil e habilitação suspensa por um ano desses motoristas embriagados. 
 
Para o tenente Régis Mendes, responsável pelo pelotão de Trânsito da Polícia Militar de Franca, a alteração na lei poderá diminuir a impunidade de condutores que insistem em beber e dirigir pelas ruas e rodovias do País. “O que mudou foi apenas o aumento da pena para essas pessoas que bebem e dirigem, causando lesões graves e gravíssimas e até mortes. Para quem bebe e, ao ser pego, se recusa a fazer o bafômetro, ou faz e dá positivo, mas sem acidente grave, ficam apenas a multa e apreensão da CNH”, explicou.
 
Ainda segundo o tenente, que viu suas equipes de trânsito autuarem mil motoristas por embriaguez ao volante no ano passado, a intenção é fazer uma fiscalização ainda maior neste ano. “Continuaremos esse trabalho através da operação Direção Segura, feita semanalmente, e ações pontuais que a Polícia Militar desenvolve. Poderemos trabalhar ainda mais na prevenção e, assim, diminuir os números de acidentes, especialmente os de natureza graves e com vítimas fatais”, disse.

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