A morte da comerciante Núbia Ribeiro, 21, em setembro do ano passado, pode ter alguns mistérios solucionados antes mesmo da primeira audiência dos três acusados, que acontece em março. Isso porque exames podem mudar o rumo do processo e trazer mais clareza às participações da universitária Lauany Viodres do Prado, do auxiliar de mecânico Leonardo Cantieri e do desempregado Italo Vinícius Neves no crime.
O primeiro exame solicitado teve o pedido deferido pela Justiça e já foi até realizado. Há pouco mais de uma semana, Leonardo e Italo foram escoltados da penitenciária até o IML (Instituto Médico Legal) para a coleta de material biológico, que foi encaminhado para exame de DNA. Assim, será possível saber se o sêmen encontrado na vítima seria de um deles. Um terceiro jovem que teria envolvimento com Núbia também foi submetido ao procedimento. Não há prazo para que o resultado do exame seja expedido.
Além disso, a defesa de Lauany entrou com um pedido de colheita das impressões digitais presentes na faca encontrada a poucos metros do corpo de Núbia, na estrada da Seval, perto de Patrocínio Paulista. Fontes ligadas à jovem disseram que, como ela jura inocência e afirma não ter participação no crime, fez-se necessária essa solicitação. Ainda segundo informações, a universitária afirmou que “a verdade virá à tona na audiência de instrução”, que será realizada dia 8 de março.
O promotor Odilon Nery Comodaro sugeriu, ontem, que o juiz José Rodrigues Arimatéa indefira o pedido da defesa de Lauany, representada pelo advogado José Abdalla. “(...) Não há relevância em se saber se havia ou não impressões digitais na faca apreendida. Além disso, não consta que houve preservação imediata do objeto para realização do exame”, disse, em documento assinado e anexado ao processo.
As defesas de Lauany e Italo foram procuradas durante toda a tarde de sexta-feira pela reportagem do Comércio, mas não atenderam as ligações. O advogado de Leonardo, Rafael Sousa Barbosa, afirmou não ter nenhuma declaração a dar.
No ‘seguro’ da Penitenciária
Em meio aos 1.807 presos da Penitenciária de Franca, está Leonardo. Porém, ele não tem uma rotina comum. De acordo com informações da polícia e de fontes ligadas ao jovem, ele está nas celas de segurança do presídio, pois teria sofrido ameaças. “A família da Lauany quer que ele assuma o crime. Ele está sendo pressionado”, disse um policial.
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