Ex-vereadores de Miguelópolis são condenados por fraudes


| Tempo de leitura: 1 min
Operação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)
Operação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado)
A Justiça condenou, ontem, sete ex-vereadores e pessoas ligadas à Prefeitura de Miguelópolis por fraudes em contratos e licitações. As penas, que variam entre 7 e 14 anos para os políticos, foram proferidas ontem pelo juiz Augusto Rachid Reis Bittencourt Silva. 
 
As condenações são resultados da Operação Cartas em Branco, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do núcleo de Franca, em 2016. Os vereadores são suspeitos de fraudar ao menos 40 contratos firmados entre 2013 e 2015 na Prefeitura de Miguelópolis, em compra de materiais de escritório, licitações de transporte escolar e consultorias. O prejuízo aos cofres públicos, segundo o Ministério Público, chega a R$ 6 milhões. 
 
Dos ex-vereadores, João Tadeu Jorge Júnior, Matheus Garofalo Fernando e Vicente de Paula Moura receberam as maiores sentenças: mais de 14 anos de reclusão em regime fechado cada um. Além deles, o ex-vereador Júlio César Guimarães Mendonça Júnior foi condenado a 12 anos e 8 meses; bem como os políticos André da Silva Freitas, 8 anos e 11 meses; Valter Sampaio, 6 anos e 3 meses; e Reinaldo Borges Gonçalves, 4 anos e 6 meses. Todos podem recorrer em liberdade.
 
Também receberam sua sentença outras pessoas ligadas ao esquema de fraudes em Miguelópolis. Entre elas, Adriana Cristina da Silva, apontada como “responsável por gerenciar cotas de propinas e garantir pagamento de fornecedores que aderiram ao esquema”. Ela seria, segundo as investigações, o braço direito do ex-prefeito Juliano Mendonça Jorge. Ele, por sua vez, está preso em Tremembé desde 2016 e já foi condenado em duas ocasiões pelos crimes.
 
O ex-vereador Genésio Mello Urias, também investigado pelo Gaeco, foi absolvido na sentença. Para o juiz, “não há provas de vínculo associativo do acusado com a organização criminosa”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários