Na assembleia dos servidores municipais para discutir as reivindicações da categoria para o acordo salarial de 2018, um grupo de enfermeiras fez denúncias envolvendo o atendimento dos prontos-socorros.
Segundo elas, haveria problemas no atendimento das ambulâncias durante o período noturno, porque apenas um motorista fica à disposição em cada um dos PSs. “Ele também faz outros serviços, como levar e buscar exames, fazer remoções sociais. E, muitas vezes, quando precisamos para uma transferência de urgência, ele não está na unidade”, disse uma delas que não quis se identificar. Outra disse que está faltando medicamentos como por exemplo ibuprofeno, um antiinflamatório, e materiais como álcool em gel.
O secretário de Saúde, Rodolfo Moraes, disse que, no caso das ambulâncias, a decisão de deixar um motorista é por conta da ociosidade que existia antes e que nos períodos em que ele está fora ou em descanso, é preciso acionar o motorista do outro pronto-socorro ou do Samu. “Não temos tido problemas. Uma unidade tem ajudado a outra. O sistema está funcionando bem”.
Sobre o ibuprofeno, ele explicou que havia falta de matéria-prima no mercado. “Não foi culpa nossa. Estava em falta no mercado. Já conseguimos e já estamos distribuindo para as unidades”. Sobre o álcool, ele disse que havia no estoque da Prefeitura. “Não sei porque não foi entregue nos PSs. Deve ter sido falha de comunicação. Vou apurar, conversar com os responsáveis para entender o que aconteceu e tomar providências para que isso não se repita”.
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