Mais de 90% da população de Franca está imunizada contra a febre amarela, de acordo com o secretário de Saúde Rodolfo Moraes. Nesta semana, durante uma coletiva de imprensa para falar sobre a doença, o médico afirmou que a cobertura na cidade é boa e não é necessário alarde nem correria para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) em busca da vacina. “Vivemos uma situação relativamente confortável, porém não estamos fora de risco. Precisamos estar atentos, mas não é preciso correr para se vacinar. No ano passado, vivemos a mesma situação e é compreensível essa preocupação da população, mas desnecessária”, disse.
A rede municipal de Franca já imunizou apenas até a última quarta-feira, 24, mais de 2,7 mil pessoas contra a febre amarela.
Segundo o médico da Vigilância Epidemiológica de Franca, Homero Antônio Rosa Júnior, há dois anos, a OMS (Organização Mundial de Saúde) concluiu que se uma pessoa já tomou a vacina contra a febre amarela, desde que sejam as não fracionadas distribuídas atualmente em algumas cidades, está imune por toda a vida. “Antes acreditava-se que era necessário um reforço, mas hoje sabemos que não é preciso. Em Franca, aplicamos as doses normais e não fracionadas, por isso quem já tomou não precisa mais se preocupar”, disse. “É muito importante reforçar que há mais de 70 anos não existe um caso de febre amarela em áreas urbanas, assim não é necessário pânico. Se ninguém tomar a vacina repetida não vão faltar doses”, completou.
Outro ponto abordado pelos médicos é o fato de que a transmissão é feita pelo mosquito e não pelo macaco. “O macaco é uma vítima, assim como os humanos. Nas áreas rurais e de mata, quando existem os mosquitos contaminados, os macacos são picados e também vêm a óbito. Não é preciso matar os animais, isso é completamente equivocado”, explicou o secretário de Saúde.
Dengue, zika e chikungunya preocupam
Em 2016, Franca registrou mais de 3 mil casos suspeitos de dengue. Em 2017, o caiu para 343. Para 2018, o secretário de Saúde alerta para o risco dos casos aumentarem de novo. “Historicamente vivemos ciclos em que quando um ano tem muitos casos, no ano seguinte a atenção é reforçada e os casos diminuem. Com os poucos casos do ano passado, é natural que a população relaxe e isso não pode acontecer”, disse. “Precisamos combater o mosquito transmissor e os francanos devem ajudar no combate”, completou.
Transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya e o zika vírus são motivo de preocupação também. “Temo uma situação complicada com essas doenças. Por isso, peço que a população elimine os criadouros do mosquito”, finalizou Moraes.w
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