Franca FECHA 2017 com demissões, MAS cenário FUTURO É PROMISSOR
A face mais perversa de uma crise econômica é o desemprego. O trabalhador pode ver o preço dos alimentos subir; o combustível atingir valores recordes; o gás de cozinha ir às alturas... O seu poder de compra despenca. Há casos, inclusive, de redução salarial. Em todos esses cenários, é possível se adaptar e sobreviver à recessão. Mas, quando perde o seu emprego, o trabalhador se vê em um momento de caos, em que mais nada depende só dele. Essa angústia causada pela incompetência política que abateu o Brasil nos últimos anos atingiu em cheio milhares de francanos, principalmente em 2014 e 2015. Embora em grau menor nos últimos anos, o desemprego continua rondando Franca.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que Franca terminou 2017 com o fechamento de 196 postos de trabalho. O levantamento do Ministério do Trabalho leva em consideração apenas as vagas com carteira assinada. Apesar de negativo, o número aponta para uma recuperação da economia local. É o melhor resultado em quatro anos. Desde 2014, a cidade demite mais do que contrata. De lá para cá, foram exterminadas 6.593 vagas de emprego.
Se, por um lado, 2017 representa o melhor resultado em quatro anos, por outro, é o quarto pior para o emprego em Franca nos últimos 16 anos. De acordo com a série histórica do Caged, iniciada em 2002, 2008 vem logo atrás de 2017, na quinta colocação de baixo para cima. Naquele ano, porém, o saldo do mercado de trabalho na cidade ficou positivo, com 269 postos abertos. Resultado bom na atual realidade, mas péssimo quando desprezamos o último governo Dilma Rousseff-Michel Temer, iniciado em 2015. Franca vivia um cenário de pleno emprego. Em 2012, foram 5 mil novas vagas. No ano seguinte, mais 3 mil. E a cidade vinha de uma geração de 8,3 mil postos de trabalho em 2010 muito perto do recorde de 9,1 mil vagas criadas em 2004.
Os números de 2017 apontam o comércio como o setor que mais gerou emprego em Franca. Foram 301 novas vagas criadas. Na sequência, aparece o setor de serviços, com 121. A indústria foi a líder de fechamento, com 626 postos de trabalho eliminados. Quando comércio e serviços contratam mais do que demitem é sinal de que o francano está gastando. Logo, recuperando seu poder de compra. O cenário que os números desenham é que, em detrimento da qualidade das vagas, foi no mercado informal sem carteira que os francanos encontraram arrimo para superar a crise.
Se as projeções se confirmarem, Franca voltará em 2018 a fechar um ano com saldo positivo no mercado formal de trabalho. Os empresários voltarão a contratar. E os trabalhadores, depois de quatro anos de sobrevivência na lama da recessão, voltarão a caminhar embora a passos curtos rumo à vida experimentada nos primeiros anos deste século.
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