O vereador José Mário Santos (Solidariedade) foi detido, na manhã de ontem, após a Polícia Civil encontrar bombas e tanques de combustível em sua casa, na área central de Cristais Paulista.
De acordo o delegado João Paulo Marques, responsável pelo caso, uma denúncia anônima levou os policiais civis e a Vigilância Sanitária até a residência do vereador, conhecido nas urnas como José Mário da Van.
Lá, eles encontraram bombas de combustível e tanques com capacidade total de 3 mil litros. “Havia, logo na entrada da casa, todo um aparato para abastecimento. Bombas, tanques, mangueiras. Encontramos 400 e 500 litros nos tanques e fizemos a apreensão para iniciarmos as investigações”, disse o delegado.
O vereador, que foi o candidato mais votado na cidade nas últimas eleições e é um dos responsáveis pelas vans que fazem transporte intermunicipal em Cristais Paulista, foi conduzido à delegacia e prestou depoimento.
Confessou ser dono do material encontrado na residência e afirmou que comprava o combustível de uma rede de postos de Franca.
De acordo com o delegado de polícia, os responsáveis por fornecer o combustível estavam cientes do procedimento do vereador e sua participação no caso será apurada no decorrer do inquérito, através de depoimentos.
“Ele (o vereador) alegou que era para consumo próprio. Não sabemos ainda se seria, de fato, para abastecer suas vans e realizar o transporte pela região”, disse o delegado.
Os crimes
Após o depoimento, José Mário foi liberado. De acordo com o delegado, diante de tudo que foi encontrado, ele responderá por crime contra a economia e crime ambiental. A ANP (Agência Nacional do Petróleo) também será acionada.
“Não é delito adquirir combustíveis. O problema é que estava tudo irregular na casa. Ele não cumpriu nenhuma diretriz e resoluções variadas que são exigidas para ter bombas e tanques de combustível. Naquela situação em que tudo se encontrava, corria-se o risco de explosões, incêndios ou reações químicas que poderiam prejudicar a cidade”, concluiu o delegado.
O vereador José Mário Santos não atendeu nem retornou aos chamados feitos pela reportagem do Comércio, ao longo do dia, para seus telefones e WhatsApp.
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