Relator rejeita argumento da acusação e beneficia Lula


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João Pedro Gebran Neto
João Pedro Gebran Neto

 
João Pedro Gebran Neto, relator no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4, negou em seu voto um dos pedidos do Ministério Público, de que fossem considerados mais atos de corrupção na condenação além dos computados de Moro. Isso influenciará a dosimetria da pena, que dependerá eventualmente dos votos dos outros dois juízes. Com o voto pela condenação de Gebran, faltará um voto para que a sentença de Moro contra Lula seja confirmada.
 
Ele já apontou que decidirá pela condenação e voltou a falar que o ex-presidente era "comandante" do sistema de corrupção pela sua capacidade de nomear agentes na Petrobras.
 
Gebran também concordou com a tese de que a OAS tinha uma conta-corrente de propinas com o PT, apresentada pela acusação e descrita em depoimento do empreiteiro Léo Pinheiro.
 
O voto de Gebran tem cerca de 430 páginas. Ele não deverá ler todo o conteúdo. No início de sua fala, o relator disse que seu voto seria extenso e analítico. Gebran continua lendo trechos de depoimentos prestados por envolvidos na Lava Jato.
 
Ao fim de seu voto, é provável que os juízes decidam por um intervalo para o almoço. No retorno, será a vez do revisor Leandro Paulsen realizar sua fala.

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