Lula e a cúpula petista Tentam, a toda sorte, opor a população e a Justiça
Chegou o dia do julgamento do recurso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, condenado a nove anos e meio de prisão em primeira instância na Lava Jato. Os desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, decidem a partir da manhã desta quarta-feira se confirmam a sentença do juiz Sérgio Moro ou a reformam. Os magistrados podem diminuir ou aumentar a pena e – ainda – inocentar o petista. Os trâmites legais, porém, perdem espaço para o acirramento dos ânimos e para o clima de guerra que toma conta da capital gaúcha. Tudo insuflado pelo próprio réu, que zomba da Justiça.
Desde a condenação no ano passado, Lula e seus seguidores promovem uma campanha de ridicularização das decisões judiciais. Tentam, a toda sorte, opor a população e a Justiça. Nas últimas semanas, o levante petista foi intensificado. Encontros com artistas e intelectuais simpatizantes do lulismo pipocaram pelas principais capitais do País. Declarações inflamadas foram dadas à imprensa. Com o objetivo único de vitimizar o ex-presidente condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).
“Luta nas ruas”, “resistência”, “Vai ter que matar gente (para prender Lula)”, “Eles mexeram num vespeiro”. Essas são algumas das expressões usadas por líderes petistas conclamando a esquerda brasileira – combalida pelos escândalos de corrupção que arrasaram o País nos governos Lula e Dilma Rousseff – a se insurgir contra a Justiça. Lula contraria até mesmo seus assessores jurídicos. Participou, contra a vontade de seus advogados, de uma marcha no início da noite de ontem, em Porto Alegre, que deu início à “vigília da absolvição”. Segundo assessores, para não parecer afronta à Justiça e um ato de incitamento da violência, pediu para informar que sua viagem “era um ato de carinho” com os militantes. A frase, porém, soa irônica, no que há de pior no estilo prepotente do lulapetismo.
Para garantir a segurança, as autoridades do Rio Grande do Sul armaram um esquema de guerra. Atiradores de elite, 150 câmeras de segurança, patrulha naval no rio Guaíba, isolamento no entorno do TRF-4, bloqueio do espaço aéreo. As medidas anunciadas dão conta de como a medonha campanha petista é preocupante e perigosa.
Decisões da Justiça devem ser respeitadas. Decisões da Justiça devem ser questionada na própria Justiça – daí a existência das diferentes instâncias. Qualquer caminho contrário que se toma é ato de desespero. É praticamente um ato de confissão. Agora, cabe os desembargadores a serenidade de proferirem suas decisões no mais estrito respeito ao que diz a legislação brasileira. E a nós, torcer para que em outubro, sejamos os juízes de nosso futuro para que, daqui a alguns anos, não tenhamos que viver um capítulo tão triste em nossa história como o que testemunhamos nesta quarta-feira.
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