Na semana passada, a OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a considerar todo o Estado de São Paulo como área de risco de febre amarela. A medida levantou um alerta na população em geral e a corrida para a vacinação nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Franca aumentou. Mantendo a rotina normal de vacinação nas unidades municipais, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que apenas quem ainda não recebeu a imunização em anos anteriores busque a vacina, que na cidade tem sido aplicada em dose única e não fracionada, como em alguns municípios do Estado.
Em Franca, as crianças a partir dos 9 meses recebem a vacina de rotina. Em 2017 foram aplicadas 39.417 doses. Neste ano, até a semana passada, 1,5 mil pessoas já haviam sido imunizadas, segundo dados da Secretaria de Saúde. No ano passado foram registrados oito casos suspeitos em humanos e seis em animas, todos negativados, neste ano, outros oito casos em humanos também tiveram resultado negativo.
“A importância da prevenção com a vacina é para pessoas que possam estar expostas a picada de insetos contaminados com o vírus no ambiente silvestre e que nunca receberam a vacina. Portanto, neste momento epidemiológico em que há mais de 40 anos não temos casos de febre amarela nas cidades, a vacinação preventiva deve ser prioridade para os indivíduos com risco aumentado de ser picados na zona rural, especialmente em matas ou florestas”, disse o secretário municipal de Saúde, Rodolfo Moraes.
A prevenção da doença se baseia no recebimento de apenas uma dose da vacina e prevenção de picadas dos mosquitos silvestres. O Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya, no momento, de acordo com Moraes, ainda não é considerado um transmissor da febre amarela nas cidades.
“O mais importante é que as pessoas se atentem ao fato de que não é necessário tomar a vacina depois de ter tomado uma dose. É preciso tomar apenas quem ainda não foi imunizado, assim teremos vacina para todos e ainda podemos evitar os efeitos colaterais que podem acontecer no caso de uma super dosagem, por exemplo, em quem tomou no ano passado e tomou novamente agora”, completou o secretário.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.