Em meio à polêmica envolvendo o tratamento dado aos moradores de rua da cidade, a continuidade dos serviços prestados pelo Centro Pop, que atende a população em situação de rua, volta a ser discutida.
O contrato de locação da casa onde hoje funciona o centro, na Vila Guilherme, vence em abril. Até lá, a Prefeitura deve decidir se mantém ou não o local. As discussões a respeito já começaram. Oficialmente, a Prefeitura tem evitado tratar do assunto, mas admite que estuda a possibilidade de romper o convênio com o governo federal.
O fechamento do Centro ganhou força depois que os repasses do governo federal para a manutenção dos serviços diminuíram drasticamente. Segundo o secretário de Ação Social, Vanderlei Tristão, em 2013, quando o Centro foi inaugurado, o governo federal arcava com 85% do total gasto. Hoje, também segundo o secretário, este valor não chega a 10%.
Ainda de acordo com Vanderlei Tristão, por mês, o gasto da Prefeitura com os serviços do Centro Pop chegaria a R$ 100 mil. “É um valor alto demais para uma pasta com poucos recursos como a nossa. Além disso, os resultados obtidos são duvidosos”, afirmou o secretário em entrevista, semana passada. Vanderlei disse ainda não saber se o convênio para o Centro Pop será mantido. “É uma discussão que precisa ser feita”. Extraoficialmente, o secretário tem se posicionado contra a continuidade dos serviços.
Por mês, só com o aluguel do imóvel a prefeitura estaria gastando cerca de R$ 4 mil e outros R$ 16 mil mensais com a alimentação de cerca de 70 usuários por dia.
O fechamento do Centro Pop chegou a ser discutido no começo do ano passado, assim que o prefeito Gilson de Souza (DEM) assumiu seu governo. À época, ele havia dito que não descartava essa possibilidade, mas depois acabou mudando de ideia e manteve o serviço até agora.
Procurado ontem para comentar o assunto, o prefeito não foi encontrado.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.