Grupo de carroceiros protesta contra o fim dos Ecopontos


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Carroceiros se reuniram na porta da Prefeitura para questionar fechamento de ecopontos na cidade
Carroceiros se reuniram na porta da Prefeitura para questionar fechamento de ecopontos na cidade
Um grupo de carroceiros protestou, nessa segunda, 22, contra o fechamento dos 30 Ecopontos que antes eram mantidos pela Prefeitura, para o descarte de resíduos, em bairros de Franca. 
 
Os cerca de 40 trabalhadores disseram que, sem os pontos de descarte, eles - que ganham a vida recolhendo esse tipo de material e o descartando em local apropriado - não têm como realizar o serviço. 
 
“Sempre contamos com esses pontos e agora não conseguimos mais trabalhar, já que foram fechados. Queria uma solução, pois precisamos continuar trabalhando para o sustento da nossa família. Já fui multado em R$ 1,2 mil, pois estava descartando resíduos em um local que antes era um Ecoponto e hoje não funciona mais. Se acontecer de novo, posso pagar até três salários mínimos”, disse Edson Luís Oliveira, de 33 anos, que trabalha no ramo há 12 anos. 
 
A medida que eliminou os Ecopontos em Franca foi regularizada em outubro, após a publicação de um decreto assinado pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) autorizando a Guarda Civil a multar os responsáveis por cometerem crimes ligados ao meio ambiente na cidade, entre eles jogar lixo em local inadequado, incluindo os antigos Ecopontos, motivo da reclamação dos carroceiros. A ação pode render multa de até três salários mínimos, cerca de R$ 2,8 mil. 
 
A eliminação dos Ecopontos era uma antiga reivindicação da população, já que muitas áreas estavam sendo transformadas em minilixões, pois além dos resíduos inertes, os locais eram utilizados também para descarte de lixo em geral, incluindo doméstico e até industrial. 
 
Só o recolhimento desse material estava custando aos cofres públicos cerca de R$ 200 mil por mês. 
 
A Prefeitura deve estudar uma solução.

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