A aposentada que, aos 76 anos de idade, faz de tudo


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Maria Célia Marques de Souza diz sentir saudade dos antigos bailes de Franca: 'Me lembro com carinho dessas festas'
Maria Célia Marques de Souza diz sentir saudade dos antigos bailes de Franca: 'Me lembro com carinho dessas festas'
No auge dos seus 76 anos, a francana Maria Célia Marques de Souza, conhecida como uma das ajudantes da colunista Patrícia em seu programa de rádio, é uma verdadeira “faz tudo”. Francana de alma e coração, a aposentada começou sua carreira na comunicação há mais de 50 anos, vendendo publicidade no Comércio da Franca, quando o mesmo ainda pertencia ao empresário Alfredo Henrique Costa, e seguiu por vários anos durante o período em que o jornal foi comandado por Corrêa Neves, com quem trabalhou diretamente durante por longos anos.
 
“Participei da mudança do jornal, que se modernizou com a chegada do senhor Corrêa. Inicialmente, eu era responsável pela publicidade, mas passei por vários setores e tinha diversas responsabilidades. Uma das coisas que mais gostava era do contato com os políticos. A década de 60, marcada pela ditadura política e pela revolução cultural, foi uma das épocas mais difíceis que passamos”, lembrou Maria Célia.
 
Me desliguei do jornal no início dos anos 90 e segui trabalhando com a Patrícia. Com as participações no programa, tenho imensa gratidão pelas pessoas que ajudamos ao longo dos anos e seguimos ajudando. Também lembro com carinho de todas as festas que realizamos e pessoas que conheci. Os que mais me marcaram foram o casal Tarcísio Meira e Glória Menezes, a Alcione, a Xuxa e o Agnaldo Rayol”, disse. 
 
Mãe de 4 filhos de sangue e um de coração, além de oito netos, Maria Célia herdou do marido, Geraldo Peres de Souza, que morreu em 2011, após enfrentar um câncer no pâncreas, a responsabilidade de administrar a bilheteria do Franca Basquete. “Realizo o controle dos ingressos, faço o pagamento de juízes, seguranças, bilheteiros, etc. Meu marido realizava esse trabalho e quando ele faleceu me pediram para continuar e acabei ficando”, disse.
 
Além do trabalho que realiza com a Patrícia e o basquete, os afazeres com a casa, os filhos e netos, a aposentada ainda é a tesoureira da Associação do Paiolzinho, desde 1994. “Cuido da tesouraria da associação, do plano de saúde de mais de 200 pessoas, de materiais que pequenos produtores usam, esses pequenos detalhes”, disse.
 
Da Franca que conheceu, Maria Célia disse lembrar e sentir saudade dos grandes bailes que reuniam centenas de pessoas e, segundo ela, eram momentos memoráveis. “Meu marido era músico e me lembro com carinho dos bailes, que hoje os jovens não conhecem. Nelson Gonçalves, Jair Rodrigues e Manolo Otero são apenas alguns dos artistas que estiveram na cidade e brilharam muito”, lembrou. A tranquilidade, que para ela não existe mais, também faz falta. “O mundo ficou perigoso. Antes era tranquilo, podíamos ficar com as janelas abertas, ter amizade com todos, andar calmamente na rua e isso não temos mais. O trânsito mudou muito, a cidade cresceu demais. Não temos mais Carnaval de rua, concursos de fanfarra e os grandes desfiles de 7 de setembro”, disse. 

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