O presidente e diretores da Engie, companhia francesa responsável pela operação e manutenção da Usina Hidrelétrica Jaguara (424 MW), localizada entre os municípios de Sacramento(MG) e Rifaina (SP), desde o último dia 29 de dezembro, realizará na próxima terça-feira, 23, a partir das 14 horas, a apresentação oficial da usina para autoridades da região. Arrematada pela empresa por R$ 3,5 bilhões, em leilão realizado em setembro, juntamente com a usina hidrelétrica Miranda (408 MW), a usina vinha sendo operada em conjunto com a Cemig, antiga concessionária.
Segundo os responsáveis pela Engie, para o consumidor final, a mudança na gestão não representa mudanças, já que a energia gerada pelas usinas é entregue ao Sistema Interligado Nacional por meio de empresas de transmissão e distribuição. “É importante ressaltar que o preço da energia não tem relação alguma com a Engie. O que podemos garantir é que vamos dar continuidade na excelência operacional da usina”, disse o gerente de transição da Engie, José C. Borgmann.
Por sua vez, o gerente da Regional Minas Gerais da Engie Brasil Energia, Rogério Suematsu, destaca a inserção da empresa na região. “Queremos ser parceiros do desenvolvimento sustentável das comunidades vizinhas, que já estão nos recebendo da melhor maneira. A aquisição da usina representa aumento de capacidade instalada em energia renovável de base hidrelétrica, que é o forte da Engie no Brasil e, portanto, em linha com a estratégia de crescimento sustentável da empresa. Minas Gerais é um estado importante para o Brasil e onde a Engie já está presente com suas empresas de Serviços de Energia e de Engenharia”, finaliza Suematsu.
Campanha de alerta
Entre as primeiras medidas após assumir a usina hidrelétrica, a Engie iniciou uma campanha na região que alerta sobre os perigos provocados pela navegação, já que diariamente dezenas de lanchas e motos aquáticas navegam pelas proximidades. “A possibilidade das embarcações serem atraídas e sugadas pelos fluxo/vórtice da água, que passa por estas estruturas, é muito alta. Sob hipótese nenhuma é seguro navegar próximo às instalações da usina, o que pode provocar acidentes fatais. Estamos alertando a população para o perigo que isso representa e providenciando toda sinalização para informar o limite seguro de navegação”, disse Borgmann.
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