Criar o futuro


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Na sua coluna da Folha (29/08/17), Nizan Guanaes cita a seguinte frase do professor e consultor austríaco Peter Drucker: “O melhor modo de prever o futuro é criá-lo.” Veja que a proposição é tanto filosófica quanto fundamental. É que, com a nossa conduta passada, donos do livre-arbítrio, acertando e errando, programamos a nossa realidade atual. Da mesma forma, com o que pensamos e fazemos, estamos, hoje, construindo o nosso futuro, feliz ou infeliz. 
 
O contexto guanaeseano em que a frase foi dita tem tudo a ver, especialmente na era da previsibilidade científica e tecnológica. Ademais, se bem analisarmos a frase do pensador Austríaco, veremos sua perfeita consonância com o pensamento da Doutrina Espírita, no quanto esta nos assegura que somos herdeiros do nosso passado e autores do nosso futuro, justamente conforme a expressão cristã do “a cada um segundo as suas obras.”
 
Fatalismo na justiça divina reside na implacabilidade da natureza do efeito, segundo a natureza da causa, por isso, pode o homem mudar o seu destino. É de grande inteligência que nos esforcemos na prática dos ensinos morais do Divino Mestre, não por espírito de religiosidade, mas, por nos convir a aplicação da visão de futuro, até como expressão da inteligência.?
 
Se, com relação ao passado, a nossa preocupação há de ser de resgate justo, a nossa ação, no futuro, nos está à disposição para a realização em proveito de credores e devedores. É do espírito Emmanuel, o sábio mentor de Chico Xavier: “Somos herdeiros de nós mesmos.”
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
 

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