'Dark' vai além de comparação com 'Stranger Things'


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Mais do que uma história de suspense ou terror, a série alemã "Dark", disponível para assinantes da Netflix (www.netflix.com.br), agradou à crítica e virou queridinha do público por fazer o espectador pensar no conceito de tempo -algo fundamental para acompanhar a intrincada narrativa e compreender os personagens da trama.
 
Por isso, "Dark" é muito mais do que a "Stranger Things" alemã, série com a qual vem sendo comparada pelo visual sombrio, pela referência aos anos 1980 e pelos acontecimentos aparentemente fantasiosos.
 
A produção alemã pode ainda ser considerada mais madura do que a americana, com cenas de sexo, muitos palavrões e uso de drogas.
 
Partindo de uma citação de Albert Einstein (1879 - 1955) que diz que o tempo não é linear e "a diferença entre passado, presente e futuro é somente uma persistente ilusão", a série de dez episódios abre com a cena do suicídio de Michael (Sebastian Rudolph), pai do mocinho Jonas (Louis Hofmann). Tudo ambientado em uma cidadezinha no interior da Alemanha, famosa por abrigar uma usina nuclear -a atração é repleta de referências ao desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
 
Mas é o desaparecimento de dois garotos que começa a expor detalhes sórdidos da relação dos habitantes locais. Logo a série viaja no tempo e fica difícil entender quem é quem antes e depois. O espectador atento, contudo, é sempre premiado com uma trama inteligente.
 
Tanto que "Dark" já ganhou segunda temporada, ainda sem data -ao menos não no presente. E tudo indica que agora o foco é o futuro.

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