Duas moradoras de Franca vivenciaram momentos de violência na última terça-feira. Uma delas, de 75 anos, foi covardemente agredida com um pedaço de madeira pelo próprio marido. A outra senhora, de 73, foi ameaçada pelo filho. Os dois homens foram presos em flagrante.
O primeiro caso aconteceu no Parque Progresso, por volta de 5 horas. Uma aposentada de 75 anos foi espancada pelo marido, de 73, e precisou ser socorrida pelo neto até o hospital São Joaquim em razão dos ferimentos na cabeça.
Segundo o relato do próprio acusado à Polícia Militar, a agressão ocorreu por ter se irritado com o fato da mulher mexer no celular e não deixá-lo dormir. Depois de pegar um pedaço de pau, ele desferiu os golpes na vítima, que correu e gritou por socorro, sendo amparada por um neto que mora na casa ao lado.
Enquanto a aposentada era socorrida inconsciente, o idoso limpou o corredor onde ficou o rastro de sangue. Ele foi detido pela Polícia Militar, levado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e autuado por violência doméstica. No mesmo dia, foi encaminhado à Cadeia Pública do Jardim Guanabara.
Depois do atendimento no hospital, a idosa foi ouvida pela polícia e afirmou que o marido a ameaça com frequência, mas foi a primeira vez a agrediu, mas que não houve motivos para tal.
Ameaça
No Jardim Brasilândia, na noite de terça, uma mulher de 73 anos foi ameaçada de morte pelo filho, um pedreiro de 43 anos. Aos policiais, a idosa contou que temia por sua vida, já que o homem quebrou todos os objetos de sua casa e ameaçou também colocar fogo no imóvel. Conduzido ao Plantão Policial, o pedreiro foi autuado por ameaça com base na lei Maria da Penha e levado à Penitenciária de Franca. Apesar do susto, a vítima passa bem.
‘É preciso denunciar’
Na DDM há mais de 25 anos, a delegada Graciela Ambrósio tem se deparado com diversos casos do tipo. “As idosas que têm nos procurado alegam que os maridos não eram assim. Eram sistemáticos, mas não agrediam. Agora, isso já está mudando”, disse.
Graciela garantiu que ameaças de filhos aos pais idosos, principalmente mães, são situações mais comuns do que se imagina. “Tem ocorrido bastante. Geralmente, os filhos são usuários de drogas e alcoólatras; separados ou que não se casaram. Também temos ocorrências de maridos idosos agredidos”.
A respeito de soluções para diminuir a violência contra idosos, a delegada afirmou que é necessária uma participação maior dos filhos e outros familiares e que as denúncias sejam feitas. “O pior de tudo é que os pais tentam proteger aquele filho que agride com receio de briga com os outros filhos, e não denunciam. É importante a família como um todo participar e auxiliar em uma solução”, disse.
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