Pacientes reclamam da falta de remédios de alto custo


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Vinícius Centeno, 10, na foto com a mãe Rosemaire, tem diabetes: remédio em falta desde 2017
Vinícius Centeno, 10, na foto com a mãe Rosemaire, tem diabetes: remédio em falta desde 2017
Pacientes de Franca estão aflitos com a falta de alguns medicamentos de alto custo fornecidos pelo Governo do Estado. Remédios para tratar asma, bronquite, problemas imunológicos, diabetes e usados por pessoas em tratamento contra o câncer são apenas alguns dos que estão em falta e que têm motivado reclamações por parte dos francanos. Usados no controle de doenças graves e, na maioria das vezes, por pessoas que não têm condições de pagar pelos produtos, há alguns medicamentos que estão em falta desde outubro do ano passado.
 
Mãe do menino Vinícius, 10, que realiza tratamento contra a Diabetes tipo 1, a manicure Rosemaire Chimelo Centeno, 47, relata que a falta de insulina, cateteres e reservatórios utilizados para o tratamento da criança, todos com responsabilidade de distribuição da Secretaria Estadual de Saúde, é recorrente. 
 
“O raro mesmo é conseguir o remédio dentro do prazo certo, pois eles faltam direto. Meu filho tem diabetes desde os 5 anos e hoje utiliza dois vidros de insulina por mês, além de dez cateteres e os reservatórios para a bomba. Se for para comprar gastaria, em média, R$ 1,1 mil e não tenho condições de arcar com isso”, disse. “No mês passado e nesse, tive que arrumar a insulina emprestada com outras pessoas que também usam o medicamento. Chego a ligar na farmácia até três vezes por semana, mas não me informam nem quando a situação será resolvida”, completou. 
 
“Desde outubro, não consigo dois remédios que utilizo para um tratamento respiratório. O Seretide e o Spiriva estão em falta e, como não posso ficar sem, me juntei com uns amigos e compramos juntos para tentar descontos. O fato é que é um desrespeito, pois não nos dizem quando vão regularizar a situação nem o que está acontecendo”, disse um dos pacientes que pediu para não ter o nome divulgado.
 
Com um problema de imunidade, a dona de casa Renata Lara Coelho Gonçalves, 43, precisa tomar todos os meses um medicamento chamado imunoglobulina humana. “
 
Como a minha imunidade é frágil, corro risco de pegar infecções graves, além de ser mais fácil ter doenças como pneumonia e até tuberculose. Preciso tomar esse remédio uma vez por mês, mas, em novembro, me informaram que não tinha e recebi em dezembro. Este mês faltou de novo e não sabem me dizer quando chegará”, disse. 

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