Termômetro do ano que se inicia


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Começou na última segunda-feira e vai até amanhã, dia 18, em São Paulo, a 45ª Couromoda, maior feira da coleção outono-inverno de calçados e acessórios da América Latina. O evento funciona como um termômetro para o setor produtivo e significa o arranque para o ano. E, a depender da expectativa dos organizadores da feira, 2018 será um ano de bons negócios. São projetados o crescimento de 15% na presença de compradores durante os quatro dias de Couromoda e o aumento de 35% nas vendas no setor calçadista. De acordo com Jeferson Santos, diretor-geral da feira, este é um ano de “retomada real” na economia.
 
E é nesta “retomada” que apostam as indústrias francanas que participam da Couromoda. São dezenas de grandes empresas com seus estandes próprios e outras 26 micro e pequenas no Espaço Moda Franca, patrocinado pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e Prefeitura. Como a feira atrai atenção de grande parte do mundo - são esperados mais de mil compradores estrangeiros de diferentes partes do planeta, principalmente América Latina -, a esperança do sindicato é recuperar as exportações e, assim, alavancar a produção.
 
Segundo dados do Sindifranca, as exportações de calçados de Franca, em número de pares, tiveram uma ligeira queda no ano passado em relação a 2016. Foram 3,217 milhões ante 3,245 milhões. Por outro lado, o faturamento avançou quase 10% em 2017, chegando a US$ 76,2 milhões. Os números, porém, estão abaixo da projeção feita pela entidade para o ano passado, quando esperava que as indústrias francanas exportassem 3,6 milhões de pares. José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca, disse em entrevista a este Comércio que o “esforço” da indústria, com as vendas ao exterior realizadas durante a Couromoda, é aliviar o déficit na produção verificado em 2017 - algo em torno de 13 milhões de pares.
 
A capacidade instalada das indústrias de Franca é para a produção de 40 milhões de pares por ano. Em 2017, foram apenas 27 milhões de pares produzidos pelas empresas locais, contra 30 milhões no ano anterior. O auge foi 2013. Há cinco anos, Franca produzia 39,7 milhões. Os empresários calçadistas sabem que para retornar ao patamar de há cinco anos, um longo caminho terá de ser trilhado. Mas o que eles esperam - e todos os francanos também - é que esta rota de recuperação já esteja sendo percorrida e que o destino final seja alcançado o mais breve possível, com a reabertura dos postos de trabalho perdidos e geração de renda.
 

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